Gasolina terá percentual de etanol ampliado para 32% a partir de agosto
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de julho de 2026 às 14:21 | Atualizado há 1 hora
Nova regra prevê gasolina com 32% de etanol por período inicial de 180 dias | Foto: Getty Images
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento da proporção de etanol anidro misturado à gasolina, que passará dos atuais 30% (E30) para 32% (E32). A nova composição entrará em vigor em 1º de agosto e terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses.
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De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi tomada em meio às oscilações no mercado internacional de petróleo. A estratégia do governo é ampliar a participação do etanol produzido no Brasil para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente diante das incertezas provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
A expectativa é de que a nova mistura reduza a necessidade de importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano. Além disso, o governo destaca que a ampliação do uso de biocombustíveis contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
Governo acompanhará cenário internacional antes de decisão definitiva
Embora o E32 já tenha sido aprovado para entrar em vigor em caráter temporário, a adoção definitiva da medida dependerá de uma nova avaliação do CNPE. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o período de 180 dias permitirá ao governo acompanhar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de combustíveis antes de tomar uma decisão permanente.
“Nós estamos completamente seguros de avançar até o E32. E a transitoriedade é apenas uma maneira de nos precavermos para poder, dentro de 180 dias, nós vermos o que está acontecendo com relação à gasolina. A maior parte dos nossos veículos, inclusive, funciona com 100% de etanol”, afirmou o ministro.
O aumento da mistura já havia sido anunciado anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda aguardava a aprovação formal do Conselho Nacional de Política Energética. O colegiado é presidido por Alexandre Silveira e reúne representantes de 18 ministérios.
Na avaliação do governo federal, a ampliação da participação do etanol fortalece a segurança energética do país ao reduzir a dependência da gasolina importada, além de incentivar o uso de combustíveis renováveis. O debate sobre a medida ganhou força nas últimas semanas em razão das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio sobre o mercado global de petróleo.