Goiânia lidera inflação no Brasil em abril, com alta nos combustíveis e alimentos
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 13 de maio de 2026 às 14:48 | Atualizado há 2 meses
Goiânia registrou inflação de 1,12% em abril, acima da média nacional | Foto: Reprodução
Goiânia registrou a maior inflação do país em abril, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da capital goiana avançou 1,12%, o maior entre as 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas. A alta foi impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos.
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O resultado também ficou acima da média nacional, que foi de 0,67% no mesmo mês. O IPCA é o indicador que mede a variação de preços de uma cesta de bens e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
Grupos que mais impactaram a inflação
De acordo com o IBGE, os principais responsáveis pela alta dos preços em Goiânia em abril foram os grupos de transportes, alimentos e bebidas e saúde e cuidados pessoais.
Os transportes registraram alta de 1,67%, enquanto alimentos e bebidas subiram 1,55%. Já o grupo de saúde e cuidados pessoais apresentou elevação de 1,09% no período.
Na comparação regional, outras localidades do Centro-Oeste também tiveram variações, mas menores. Em Brasília, no Distrito Federal, a inflação foi de 0,16%, enquanto em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o índice ficou em 1,02%.
Entre as maiores altas do país em abril, além de Goiânia, aparecem São Luís (1,09%) e Belém (1,08%).
No acumulado de 12 meses até abril, a inflação em Goiânia também superou a média nacional, atingindo 5,01%, contra 4,39% no Brasil. Nesse período, os maiores impactos vieram dos gastos com habitação, que tiveram alta de 11,51%, e vestuário, com aumento de 8,46%.
Inflação pesa mais no orçamento das famílias de menor renda
As famílias de menor renda em Goiânia também sentiram o impacto da inflação em abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação para famílias com rendimento entre 1 e 5 salários mínimos, ficou em 1,14% na capital goiana.
O resultado também superou a média nacional do INPC, que foi de 0,81% no período.
Segundo o IBGE, a diferença indica que itens com maior peso no orçamento das famílias de menor renda, especialmente alimentos in natura e energia, tiveram aumentos acima da média geral dos preços, pressionando mais fortemente esse grupo de consumidores.