Economia

Graduação pode facilitar a inserção no mercado de trabalho

Redação DM

Publicado em 23 de abril de 2015 às 02:41 | Atualizado há 11 anos

A Faculdade Estácio divulgou uma pesquisa na qual foi constatada a relação direta entre o aumento da taxa de empregabilidade e jovens que fizeram ensino superior. No estudo, realizado ao longo de 2014, foram entrevistados 3.416 ex-alunos formados em 2013 em todas as regiões geográficas do País e em mais de 100 cursos diferentes. O objetivo é saber como a conclusão da graduação impactou suas vidas. Foram avaliados aspectos como aumento salarial, ascensão de carreira e mobilidade no mercado de trabalho.

Para cursos com duração de quatro anos (oito períodos), como Administração ou Ciências Contábeis, foi constatado que o salário dos estudantes dobrou após a graduação. Outra conclusão importante é que, na média, em aproximadamente 25 meses, o aluno consegue recuperar o investimento feito ao longo de um curso. A pesquisa aponta ainda um crescimento de 25% na taxa de empregabilidade, desde o início do curso até a conclusão.

O estudo mostrou que após um ano de formados, o índice de empregabilidade entre os alunos atinge 78%, mas em algumas carreiras, como Tecnologia da Informação e Gestão, esse percentual atinge mais de 90%. Outro ponto de destaque são os cargos no qual os profissionais se colocam no mercado, que se mostram funções de mais responsabilidade como analistas, profissionais liberais, empresários e coordenadores.

Do total de alunos entrevistados, 38% deram continuidade aos estudos e cursam outra graduação, pós, MBA ou mestrado/doutorado atualmente. Destes, 46% dos egressos continuam na Estácio. O estudo ainda revela que o meio que os estudantes mais utilizam para se recolocar no mercado de trabalho são os sites de empregos, seguido por indicação de amigos e parentes e agências de empregos.

Para Paulo Amaral, gerente de pesquisa, o sucesso profissional e financeiro dos alunos, depois da graduação concluída, depende também de outros elementos. Por isso, os jovens são estimulados, durante o curso, a realizarem projetos, através de estágios e qualificações especializadas, além de desenvolverem competências essenciais para a atuação no mercado de trabalho.

“Muito além do conhecimento adquirido em uma graduação, os alunos têm personalidades e habilidades diferenciadas. Por isso, nosso trabalho é de ir além do ensino em sala de aula, dando aos nossos alunos informações críticas e relevantes para a sua formação acadêmica. E esse entendimento pode ser decisivo para o sucesso profissional dele”, afirma Paulo Amaral.

Nas próximas etapas do trabalho, o mesmo grupo de alunos continuará a ser avaliado em “ondas”. A primeira foi realizada em outubro de 2012, com alunos formados no primeiro semestre de 2012 e será repetida em 2016. A cada ano serão realizadas novas coletas com alunos formados no ano anterior, possibilitando assim que as informações sejam atualizadas sempre com uma amostra do mesmo perfil de egressos.

ENTREVISTA PINGUE-PONGUE

 

Em entrevista, a diretora de mercado do Espaço E3 (Estágios, Empregos e Egressos) da faculdade, Solange Calvano, dá mais detalhes quanto à pesquisa e os desafios da busca pela vaga no mercado de trabalho após a conclusão do curso superior

DM – Na sua opinião, as notas obtidas pelos alunos durante a graduação podem ser levadas em consideração pelas contratantes?

Solange Calvano: Um aluno com um coeficiente de rendimento total (CR) muito alto, sempre terá um diferencial frente aos demais concorrentes à vaga. Contudo, não significa que os demais concorrentes estão menos aptos a ocupar a vaga, visto que, por exemplo, um aluno de Ciências Contábeis que tenha se destacado durante o curso pelo seu raciocínio lógico e domínio total na área de exatas, pode, em contrapartida, não ter notas tão elevadas nas matérias da área de humanas.

Se a vaga exige Raciocínio Lógico e conhecimento de exatas, esse aluno se encontra completamente dentro do perfil da contratante, tornando a avaliação por CR total por muita das vezes equivocada. O quesito comportamental é tão importante quanto o técnico. O CR pode ser usado como um norteador para as contratantes, mas nunca como um único fator de decisão final.

 

DM – O que o aluno pode e deve fazer, ainda durante os estudos, para tentar aumentar suas chances de colocação no mercado de trabalho logo após a formatura?

Solange Calvano – O aluno deve agir antes da formatura. É fundamental que ele perceba logo no início do curso que precisa planejar a construção da sua carreira. Ele deve se aproximar de empresas do segmento do seu curso, fazer estágios para adquirir a experiência que será exigida após a formatura, identificar tendências, realizar cursos de que o mercado necessite, construir um networking (rede de relacionamento) com colegas, professores e com as empresas para potencializar a sua empregabilidade.

 

DM – Para você, as universidades, de modo geral, podem ter um papel importante pós-curso, auxiliando o aluno até mesmo depois que ele conclui o ensino superior?

Solange Calvano – Com foco na empregabilidade de seus alunos e egressos, a Estácio disponibiliza as seguintes ferramentas para auxiliá-los em sua inserção no mundo do trabalho como: Portal de Vagas, Estágio Emprego Empreendedorismo – E3, Estágio Emprego Empreendedorismo – E3 On-line, Blog E3 Notícias On-line, Programa Alumni Estácio.

 

DM – E quanto à educação continuada, você acha que o comodismo de apenas ter uma graduação pode ser ruim ou de fato ela, por si só, já dá grandes chances ao ex-aluno de uma boa colocação?

Solange Calvano – Há um tempo atrás, os profissionais, ao concluírem a graduação, costumavam participar de palestras de seus sindicatos e associações profissionais e usavam os eventos para manter o seu relacionamento com colegas. Não havia uma preocupação em vincular essas participações com suas carreiras.

O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e a educação continuada torna-se fundamental quem deseja se desenvolver na carreira. Vivemos em um período de mudanças intensas, em que tudo é questionado, e novas ideias e tecnologias surgem em grande velocidade. É esperado que o profissional estivesse altamente capacitado para exercer sua profissão. Para tal, um processo contínuo de atualização torna-se essencial na sua área de conhecimento.

Os cursos de pós-graduação como especialização, mestrado ou doutorado, assim como outros complementares, trazem grandes benefícios, nas quais existe a oportunidade de enriquecer o currículo e conviver com outros profissionais a fim de trocar experiências, favorecendo o crescimento profissional.

Em sintonia com este período de mudanças, muitas empresas vêm exigindo que seus colaboradores se mantenham atualizados. Isto é tão importante que, cada vez mais, as universidades corporativas se tornam presentes nas grades empresas, onde os colaboradores participam de atividades que possam contar pontos em seus currículos. Algumas chegam a estabelecer uma quantidade obrigatória de atividades de atualização por ano que são consideradas nas avaliações internas, para efeito de promoção de cargos, aumentos salariais e outros benefícios.

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