Mercado da moda abre oportunidades para novas atividades profissionais
Redação DM
Publicado em 3 de maio de 2015 às 01:39 | Atualizado há 11 anosO mercado de moda no Brasil movimenta mais de R$138 bilhões só com vestuário por ano de acordo com levantamento feito em 2014 pela Pyxis Consumo/Ibope. Fora o consumo de calçados, que gira em torno de R$ 43,4 milhões, o que torna este um dos segmentos mais importantes do País. Para atender a este lucrativo mercado, novas funções e atividades têm sido criadas para o segmento da moda. Uma delas é a de visual merchandising.
Aliar conceito de arte às vitrines, transmitir uma identidade visual por meio da disposição dos produtos, estudar o fluxo do consumidor dentro da loja e posicionar estrategicamente as ofertas em seu trajeto. Essas são algumas das funções do Visual Merchandising, que tem conquistado mais espaço em Goiás.
Os pesquisadores da área apontam que a origem da função foi a partir da “A Exposição do Palácio de Cristal”, em 1851, em Londres. O conceito de distribuir os elementos na loja aponta que desta forma aprimora a experiência de compra. E virou febre na Europa e nos Estados Unidos em lojas como a Macy´s, em Nova Iorque, Marshall Field´s, em Chicago, a Selfridge´s, em Londres.
Daniela Guimarães é uma das profissionais que abraçaram a atividade. Recentemente, foi contratada pela Flávio’s para traduzir, nas vitrines, o momento atual da rede multimarcas de calçados, que passa por um reposicionamento da marca e quer ser percebida pelo consumidor como um espaço que oferece moda, e não apenas vende calçados e acessórios. “Não adiantar trabalhar essa mudança se o consumidor, quando chega na loja, encontra um ambiente desorganizado. O visual merchandising tem o papel de efetivar o ciclo de compra”, aponta a gerente de marketing da Flávio´s, Mariana Lobo.
Daniela, então, foi contratada com este desafio. Ela se formou em Administração, se especializou em Finanças pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e tem mestrado em Psicologia. Em meio a tantas formações, ela também fez cursos de Consultoria de Moda, Fotografia e tinha um blog sobre moda chamado Enter Na Moda. “Estava em busca de uma atividade profissional, surgiu a seleção da Flávio´s para a vaga, e o que era um gosto pessoal se transformou em uma atividade remunerada”, destaca Daniela.
A princípio, pode parecer fácil montar uma vitrine, mas há muita estratégia envolvida nesta tarefa. O objetivo do visual merchandising é atrair o cliente e estimular a compra a partir da vitrine e do ambiente interno da loja. Para isto, diversos elementos são coordenados. “Nós trabalhamos a ambientação, a temperatura da loja, o cheiro, a setorização e a forma como são dispostos os produtos. Por exemplo, a vitrine infantil não pode estar com o ar condicionado muito forte, frio ou quente demais. É até um processo inconsciente”.
Daniela não deixou para trás suas formações, ela busca referências na administração, economia e psicologia para criar suas vitrines. “Além de ter noção de estética e moda, é preciso estar atento às estratégias do negócio, o contexto econômico e no comportamento do consumidor. Tudo isto precisa estar em sintonia”, diz.
Mercado
A rede multimarcas Flávio’s, com mais de 22 lojas, demorou mais de cinco meses para encontrar o profissional que preenchesse os requisitos. “Até encontramos profissional que entendia de moda, mas não de vitrine, e vice-versa. As pessoas às vezes nem sabem o que é visual merchandising”, apontou a gerente de Recursos Humanos da Flávio´s, Edna Mesquita. Ela disse que o emprego foi divulgado por meses em cadernos de oportunidades de meios de comunicação de grande circulação em Goiânia, nas redes sociais da empresa, em banners distribuídos pelas lojas, e até em feiras de Recursos Humanos.
Na primeira loja conceito da Flávio´s, após o lançamento da coleção Outono/Inverno, a visual merchadising disse que colocou os produtos sazonais como as botas, as gladiadoras em destaque, além de também trabalhar com os produtos atemporais como sapatilhas, rasteiras e tênis. Para os que se interessaram em seguir a carreira, Daniela dá duas dicas fundamentais: gostar de moda e ter uma boa noção de espaço. “Inicialmente, o profissional que atuava com o visual merchandising tinha formação em Arquitetura, pelo fato de buscarem conhecimento em fluxo de loja. Mas, hoje, outras áreas de formação estão sendo absorvidas para este trabalho”, diz.
Em Goiânia, o Serviço Nacional da Aprendizagem (Senac-GO) oferece o curso de Ornamentação de Vitrines, em sua unidade de Aparecida de Goiânia. Também é possível investir em cursos a distância, como os do EMModa. De acordo com a consultoria de RH Carreira Fashion, o profissional de Visual Merchandising pode ter ganhos salariais de R$1.838,96 iniciais, e pode chegar a R$ 7.106,27 em cargos como de coordenador, gerente e supervisor da área.
Número de acessos alcança marca de 200 milhões em fevereiro
O Brasil alcançou a marca de 200 milhões de acessos em banda larga. Segundo balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o número total de acessos chegou a 203 milhões no mês de fevereiro, o que representa um crescimento de 44% nos últimos 12 meses. Mais que conectar 200 milhões de brasileiros, número equivalente à população do País, a banda larga tem trazido desenvolvimento, competitividade econômica e inclusão social.
Hoje, o brasileiro passa grande parte do seu dia usando as telecomunicações, seja para pagar uma conta, consultar o saldo bancário, ver a programação do cinema ou para encontrar o endereço do posto de saúde mais próximo, da farmácia popular, do restaurante da moda. É usada também na educação, para telemedicina e nos negócios de empresas de todos portes e ramos de atividade. E para isso, o brasileiro usa a banda larga de casa, do trabalho, ou o celular. Nos últimos 12 meses 62 milhões de novos acessos foram ativados, a um ritmo de ativação de duas novas conexões por segundo.
A facilidade de ter a internet sempre à mão permitida pela banda larga móvel tem impulsionado boa parte dessa expansão. Do total de acessos, 178,4 milhões são pelas redes móveis de 3G e 4G. Nessa modalidade, o crescimento foi de 50% em relação a fevereiro do ano passado. A banda larga pela tecnologia de quarta geração, que permite velocidade de conexão à internet até dez vezes mais rápida que a 3G, fechou fevereiro com 8,4 milhões de acessos.
Na banda larga fixa, os acessos somaram 24,5 milhões em fevereiro. Desse total, 2,1 milhões de conexões foram ativadas no período de doze meses, com crescimento de 9%. A infraestrutura de banda larga fixa está presente em todos os municípios brasileiros. É por meio dessas redes que as concessionárias atendem com banda larga gratuita a mais de 66 mil instituições públicas de ensino fundamental e médio, pelo programa Banda Larga nas Escolas.
A expansão também se verificado na cobertura das redes de banda larga móvel, ativada em 429 novos municípios, no período de doze meses. Ao todo, as redes de terceira geração estão instaladas em 3.930 municípios, onde moram 93% dos brasileiros. O 4G já chega a 147 cidades, que concentram 42% da população brasileira. Essa cobertura supera em muito a meta prevista, de atendimento de 45 cidades com mais de 500 mil habitantes.
Nos últimos cinco anos, o número de acessos no Brasil, cresceu cinco vezes, passando de 37 milhões em 2010 para 192 milhões em 2014. Além desse extraordinário crescimento, o que se verificou foi um aumento considerável no ritmo anual de ativação. Em 2010, foram ativados 15 milhões de novos acessos. Esse volume subiu para 24 milhões em 2011, 26 milhões em 2012, 48 milhões em 2013 e 58 milhões em 2014. Isso quer dizer que há cinco anos o ritmo de ativação era de dois acessos a cada quatro segundos e em 2014 chegou a dois acessos por segundo.
Para se ter uma ideia dessa velocidade de expansão da banda larga, o Brasil levou 23 anos para chegar a 50 milhões de acessos e apenas 20 meses para chegar a 100 milhões. Daí, o prazo para atingir 150 milhões foi reduzido para 12 meses e o País chegou a 200 milhões em 10 meses.