Número de usuários assíduos do Pix cresce 71% e chega a 70 milhões em 2025
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 26 de junho de 2026 às 16:33 | Atualizado há 1 hora
Pix segue ampliando a adesão entre os brasileiros e consolida a digitalização dos serviços bancários | Foto: Getty Images
O número de usuários assíduos do Pix, aqueles que realizam em média 30 transações por mês, foi de 70 milhões de pessoas físicas no ano passado, resultado 71% superior ao registrado em 2024, de 41 milhões, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com a consultoria Deloitte.
Para pessoas jurídicas, o critério de “heavy user”, termo usado para definir os usuários mais frequentes, é aplicado a quem faz pelo menos 50 movimentações mensais com a tecnologia. Em 2025, 3,7 milhões de empresas se encaixaram na definição, contra 2,4 milhões no ano anterior, um aumento de 54%.
O diretor executivo de inovação da Febraban, Ivan Mósca, atribui o avanço do Pix à ampliação das formas de utilização da ferramenta. “Ainda há espaço para as novas soluções e a velocidade de avanços e ampliação de serviços é surpreendente”, afirma.
Segundo ele, ferramentas recentes, como o Pix automático (que pode ser programado), o Pix Cobrança (usado para substituir boletos) e o Pix por aproximação (disponível em carteiras digitais e utilizado em maquininhas), indicam a continuidade do crescimento dessa modalidade de transação.
Relação com os bancos é cada vez mais digital
A 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostra que a relação dos brasileiros com os bancos é cada vez mais virtual. De acordo com o levantamento, 83% das transações bancárias em 2025 foram realizadas por canais digitais, sendo que 78% ocorreram por meio de aplicativos para celular.
Isso significa que 187,5 bilhões de operações, com ou sem movimentação financeira, aconteceram em dispositivos móveis, 24,5 bilhões a mais do que em 2024.
Um dos reflexos da digitalização da relação entre bancos e clientes é o aumento dos investimentos das instituições financeiras em tecnologia. De acordo com a pesquisa, os bancos investiram R$ 16,8 bilhões e tiveram R$ 30 bilhões em despesas nessa área em 2025.
Cibersegurança e inteligência artificial estão entre as prioridades
As prioridades dos 25 bancos ouvidos pela pesquisa são cibersegurança, inteligência artificial e armazenamento em nuvem. No caso da primeira, 95% veem a educação e a conscientização dos colaboradores como elemento de diferenciação, enquanto 77% citam a prevenção de riscos e a detecção de ameaças como formas de utilização da IA para fortalecer a segurança.
Rodrigo Molinari, diretor da Febraban responsável pela pesquisa, considera a formação e a capacitação de profissionais um elemento central para a cibersegurança. Segundo ele, o sistema bancário digital é seguro, e o aumento das movimentações financeiras pela internet reflete essa confiança.
No ano passado, cerca de 226,1 mil bancários receberam treinamentos em tecnologia, enquanto 33 mil participaram de capacitações voltadas à segurança cibernética, de acordo com a pesquisa. Além disso, 11% dos profissionais do setor atuam na área de Tecnologia da Informação (TI).
Para Ivan Mósca, os investimentos em tecnologia devem priorizar a proteção dos recursos financeiros. Segundo ele, a inovação em segurança precisa acompanhar o ritmo das ameaças para que os bancos permaneçam à frente dos criminosos e consigam proteger tanto os próprios ativos quanto os recursos dos clientes. (FOLHAPRESS/GUILHERME W. ALMEIDA)