Economia

Páscoa pode ser a saída

Redação DM

Publicado em 3 de abril de 2015 às 01:39 | Atualizado há 11 anos

Da Redação

Para enfrentar o mercado competitivo de ovos de chocolate no período da Páscoa e driblar a crise financeira vivida em todo País, a confeiteira Fabíola Ribeiro tem investido em produtos diferentes. Além do já tradicional ovo de colher, ela tem feito chocolate no pote, tortas, trufas, rocamboles, ovos recheados, caixinhas decoradas com ovinhos e a mais nova invenção da empresária, as paletas de torta. “As pessoas sempre querem novidades e nessa época, além de sabor, elas buscam algo atrativo, que consiga comer com os olhos”, explica Fabíola.

Com a crise financeira que o País enfrenta e a alta do dólar, a confeiteira acredita que essa variedade de produtos é uma boa estratégia para não ter prejuízo. “A gente já percebeu uma redução de cerca de 30% na procura pelos produtos, comparando com o ano passado, mas com todas essas opções, as pessoas que vêm comprar acabam levando mais de um produto”, diz Fabíola. Além dos chocolates diferentes, ela também tem feito ações para atrair o público infantil. “Contratamos um boneco, um coelho gigante. Ele interage com a garotada, dança e, principalmente, ajuda a vender os ovos. O resultado tem sido surpreendente”, garante a empresária.

Essa redução citada pela confeiteira apareceu em um levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas). A retração nas vendas para o período da Páscoa no Estado ficará em torno de 0,5% e seguirá tendência nacional. De acordo com o presidente do órgão, José Carlos Palma, a tendência de redução no nível de ocupação e na renda é o principal problema. “Ao passo que a população sente que 2015 não começou bem e será um ano de aperto, a tendência é segurar os gastos e sequer comprar o mínimo na Páscoa. O comércio varejista está preocupado porque esse sempre foi um período de muitas vendas. A Páscoa é a sexta data comemorativa mais importante para o setor”, afirma José Carlos.

Segundo o Sindilojas, outros fatores como a desvalorização do real frente ao dólar – superior a 40% entre a Páscoa de 2015 e a de 2014 – ajudarão a reduzir o volume de vendas, já que os preços sofreram aumento, sobretudo os importados. Nós lugares onde os preços continuam o mesmo, os empresários estão segurando o reajuste, este é o caso de Fabíola. Ela manteve a mesma tabela do ano passado para não perder o cliente. “Sei que o impacto financeiro atinge todo mundo de alguma forma. Por isso preferi garantir meu cliente fiel com o mesmo valor do ano passado e criar produtos diferentes, assim ele acaba levando mais coisas e não fico no prejuízo”, explica a confeiteira.

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