Economia

Preço do petróleo em queda

Redação DM

Publicado em 26 de março de 2015 às 03:11 | Atualizado há 11 anos

Da redação
São Paulo, 25 de março de 2015 – Após um 2014 de recuperação incerta, a zona do euro inicia 2015 auxiliada por dois motores de crescimento importantes – os preços do petróleo em forte baixa e políticas monetárias de flexibilização quantitativa. É o que indica a edição de março do Eurozone Forecast, estudo da Ernst & Young (EY). Esses dois fatores vão apoiar a recuperação doméstica, que começou em 2014, ajudando a acelerar o crescimento do PIB de 0,9%, em 2014, para 1,5%, este ano, e 1,8%, em 2016.
Contudo, a perspectiva de médio prazo permanece limitada por uma série de fatores estruturais, em especial a necessidade de contenção fiscal e o efeito da alta taxa de desemprego sobre o crescimento dos salários. Esses fatores significam que o crescimento deve permanecer em torno de 1,6% ao ano entre 2017 e 2019. Enquanto isso, a crise na Ucrânia e as difíceis negociações sobre a dívida grega vão continuar a representar um risco para a estabilidade econômica e financeira europeia por algum tempo.

Confiança
O aumento da confiança dos consumidores e a recuperação parcial do mercado de trabalho sinalizam uma melhoria gradual da economia da zona euro, apoiada pelos preços mais baixos do petróleo. O levantamento estima que a renda real das famílias deva aumentar 2,5%, este ano, permitindo o crescimento dos gastos do consumidor de 0,9%, em 2014, para 1,6%, em 2015.
Para Tom Rogers, porta-voz do estudo, crescimento de gastos dos consumidores deve ser o maior desde 2007. “As famílias devem notar uma redução, entre 10% e 15%, em seus gastos com combustível.

Oportunidades
No entanto, os governos devem continuar a investir em reformas no mercado de trabalho para combater os altos índices de desemprego e expandir as oportunidades de ocupação para grupos como os jovens desempregados e aqueles com níveis de qualificação mais baixos”, afirma Rogers.
Segundo Mark Otty, sócio-líder da EY para a região da Europa, Oriente Médio, Índia e África, as famílias estão respondendo ao mercado de trabalho aquecido e aos lucros relacionados ao setor energético. “Esse aumento na demanda irá apresentar uma série de oportunidades de crescimento em diversos setores voltados ao consumidor, mas, ao mesmo tempo, um euro desvalorizado significa que pode haver um movimento em direção a bens de consumo produzidos internamente. As empresas precisam compreender de que maneira esses dois fatores impactam seus mercados de atuação”, diz Otty.

Incentivos
A queda nos preços do petróleo pode impactar a inflação, partindo de um cenário de 0,4% em outubro, para -0,6% em janeiro. Além de intensificar os temores sobre um período prolongado de queda dos preços na zona euro.

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