Produção industrial goiana recua 7,8%
Redação DM
Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 18:39 | Atualizado há 11 anosWandell Seixas
A produção industrial goiana recuou 7,8% em outubro de 2015 em relação a outubro de 2014, na série com ajustes sazonais. No Brasil, houve queda de 11,2% na mesma base de comparação, puxada pelo recuo da produção industrial em 13 dos 15 locais pesquisados, acompanhando o movimento de queda na produção. Em relação ao mês de setembro de 2015, a produção industrial do Estado recuou 2,2%, enquanto a nacional teve uma queda de 0,7%. Os dados nesse sentido foram repassados ao Diário da Manhã pela Unidade Estadual da Supervisão de Documentos e Disseminação de Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor industrial goiano recuou 7,8% em outubro de 2015, com sete das nove atividades investigadas apontando redução na produção. Os principais impactos negativos sobre o total na indústria foram observados nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-63,6%), de produtos alimentícios (-5,7%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-20,7%). Eles foram pressionados, especialmente, pela menor produção de automóveis e veículos para o transporte de mercadorias; de açúcar cristal e VHP, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, extrato, purês e polpas de tomate e leite esterilizado/UHT/Longa Vida; e de medicamentos, respectivamente.
Outras pressões negativas importantes vieram de produtos de metal (-34,2%) e de produtos de minerais não-metálicos (-14,1%), explicados, em grande parte, pela queda na produção de latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos e esquadrias de ferro, aço e alumínio, no primeiro ramo; e de cimentos Portland, telhas de cerâmica, misturas betuminosas fabricadas com asfalto ou betumes e massa de concreto preparada para construção, no segundo.
Em sentido oposto, o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,1%) assinalou o principal resultado positivo sobre a média da indústria, impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de álcool etílico.
Índice acumulado
No índice acumulado para os dez meses de 2015, o setor industrial goiano assinalou redução de 1,8% frente a igual período do ano anterior, com a maior parte (7) das nove atividades investigadas mostrando queda na produção. Os principais impactos negativos sobre o total da indústria foram observados nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (- 15,9%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (- 18,1%), pressionados, especialmente, pela menor fabricação de automóveis e de medicamentos, respectivamente.
Outras pressões negativas importantes vieram dos ramos de produtos alimentícios (- 1,6%), de produtos de minerais não-metálicos (- 15,2%) e de produtos de metal (-21,0%), influenciados, sobretudo, pela queda na produção de açúcar cristal, leite em pó e extrato, purês e polpas de tomate, no primeiro. De cimentos Portland, misturas betuminosas fabricadas com asfalto ou betumes e telhas de cerâmica, no segundo. E de latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos, esquadrias de ferro e aço e estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas, o terceiro.
Por outro lado, a atividade do coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (22,8%) exerceu a única contribuição positiva sobre o total da indústria, impulsionada, especialmente, pela maior produção de álcool etílico e biodiesel.