Reajuste do diesel supera corte de impostos anunciado pelo governo
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 13 de março de 2026 às 13:53 | Atualizado há 4 meses
Alta do diesel reacende risco de greve de caminhoneiros | Foto: Reprodução
(Nicola Pamplona/Folhapress)
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. A alta foi divulgada um dia após o anúncio de um pacote do governo federal para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã.
O aumento é superior aos R$ 0,32 por litro de isenção de PIS/Cofins anunciados pelo governo. Segundo a Petrobras, o diesel sairá de suas refinarias, a partir deste sábado, por R$ 3,65 por litro.
Na abertura do mercado desta sexta-feira, o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 2,34 abaixo da paridade de importação calculada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis.
As medidas do governo para enfrentar a crise foram anunciadas em meio a pressões do agronegócio e do setor de transporte, que já sentem os efeitos da guerra sobre seus custos. Distribuidoras e importadores privados estão repassando a alta do preço, e o diesel já subiu 7% em março.
Em ofício ao governo, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores ameaçou convocar uma greve dos caminhoneiros. A entidade reclamou de “inércia” em relação à emergência e pediu isenção de impostos e do pagamento de pedágio até o fim da crise.
A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros foi à Agência Nacional de Transportes Terrestres pedir reequilíbrio econômico-financeiro das tarifas para ajustá-las à alta de custos.
Em outra frente, distribuidoras de médio porte e importadores vinham alertando para o risco de falta do produto diante da elevada defasagem praticada pela Petrobras. As empresas estavam evitando trazer diesel a preços muito maiores do que os da estatal.