Profissionais da rede municipal de educação entram em greve, em Goiânia
Redação DM
Publicado em 10 de março de 2022 às 18:14 | Atualizado há 4 anos
Os servidores municipais da Educação de Goiânia aprovaram, nesta quinta-feira, 10, estado de greve durante assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A greve deve começar na próxima terça-feira, 15, quando haverá uma nova assembleia.
A classe cobra o cumprimento integral dos 33,24% de atualização do piso dos educadores e respeito pela data-base dos administrativos, que se encontra atrasada desde 2020.
Bia de Lima, presidente do Sintego, afirmou que o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) havia feito a proposta de 7,5 % reasjuste do piso e 9,3% dos administrativos, que foi recusado pela classe, afirmando que não corresponde ao que foi anunciado pelo Ministério da Educação, sendo este um percentual muito abaixo dos 33,24%.
A presidente afirma que nesta quinta-feira, 10, sexta-feira, 11, e sábado, 12, e segunda, 14, o Sintego continuará conversando com a comunidade para que, na terça-feira, 15, às 9h da manhã, no Cepal do Setor Sul, em uma nova assembleia seja deflagrada greve por tempo indeterminado.
“Não se faz greve sem apoio da sociedade. Eu propus o estado de greve para você avisar aos alunos que terça-feira vai ter greve”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Educação informou que os temas discutidos na pauta de reivindicações estão sendo discutidos com o Sintego e com o Sindicato dos Trabalhadores de Goiânia (SindiGoiânia), sindicatos legalmente representantes das categorias profissionais do município.
A pasta reforça, ainda, que os estudantes não serão prejudicados e que a rede municipal de ensino vai cumprir integralmente as 800 horas ou os 200 dias letivos determinados pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil.
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