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A vida no circo

Redação DM

Publicado em 4 de março de 2018 às 01:20 | Atualizado há 1 ano

Depois de passar ontem pelo Ponto de Cultura Cidade Li­vre, em Aparecida de Goiâ­nia, o grupo goiano de teatro Arte & Fatos, da Coordenação de Arte e Cultura da PUC/Goiás, segue co­memorando seus 30 anos de car­reira estrada afora. Com uma turnê do espetáculo “Lágrimas de Guar­da-Chuva”, vai percorrer, além de Goiás, cidades de Minas Gerais e do Distrito Federal.

Hoje, por exemplo, às 19 horas, a montagem que tem direção de Da­nilo Alencar, chegará ao Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás. Em se­guida, ele vai circular por Senador Canedo, Inhumas, Brasília, Luziâ­nia e Belo Horizonte. O espetáculo também foi apresentado em Aná­polis no último dia 24/2. Todas as apresentações são gratuitas, já que a turnê tem o financiamento do Fun­do de Cultura do Estado de Goiás.

As cidades goianas foram esco­lhidas pelo grupo com a meta de ir onde o povo está, para celebrar es­tas três décadas de muita arte com a ideia de democratização cultural, chegando à localidades em Goiás com pouco acesso à arte.

Já Brasília e Belo Horizonte fo­ram incluídas por tratarem-se de cidades onde o grupo tem inten­so intercâmbio cultural. Brasília, por exemplo, é a cidade do autor do texto do espetáculo, o drama­turgo e diretor Eid Ribeiro, o dire­tor e dramaturgo do grupo minei­ro Armatrux, cuja versatilidade é um dos destaques no cenário das artes cênicas brasileira.

“Há uns oito anos ele assistiu aqui em Goiânia ao nosso espetá­culo ‘Balada de um Palhaço’. Hou­ve um sincronismo muito grande entre os meus trabalhos e os deles e fui presenteado com esta obra”, conta Alencar se referindo a “Lá­grimas de Guarda-Chuva”.

ESPALHANDO ARTE

Mas as andanças da companhia não podem ser vistas apenas nes­te ciclo comemorativo. E sim, em toda história do grupo, que teve sua primeira apresentação em 1988. A companhia foi fundada por Dani­lo Alencar, como parte do Progra­ma Cultural da Universidade Cató­lica de Goiás, hoje, Coordenação de Arte e Cultura da PUC GOIÁS.

No início a pesquisa do grupo era voltada para montagens que tratassem fatos históricos, a pri­meira montagem, por exemplo, se chama “Nos trilhos da História”. De lá para cá, o grupo circulou por 16 estados do país e já coleciona mais de 150 prêmios.

Apesar das sondagens com di­versas linguagens e temas em seus espetáculos, o interesse histórico continua presente no trabalho do grupo. Porém, o trabalho do ator e o estudo das diversas formas e pos­sibilidades do fazer teatral é uma das características mais acentua­das atualmente. “Fazer arte é um sacerdócio, se eu não trabalhasse com teatro todo esse tempo, acho que muita coisa não faria sentido. Acho que fazendo teatro aprende­mos a conhecermos melhor a nós e aos outros”, analisa o diretor.

Ainda segundo Alencar, o espe­táculo “Lágrima de Guarda-Chu­va” tem sido “uma luz guia dentro desta jornada pelo autoconheci­mento. E a peça, que estreou em 2015 e é o 14º trabalho conduzido pelo diretor, conta uma história bem sucedida dentro da drama­turgia goiana. Ganhou prêmios em festivais como o 44º Festival Na­cional de Teatro (Fenata) em Pon­ta Grossa e o Festival Nacional de Teatro Paracatu, em Minas Gerais.

A VIDA

O texto de Eid Ribeiro coloca de frente do público as contur­badas relações humanas vistas do mundo contemporâneo. As­sim, medo, solidão, egocentris­mo e o absurdo permeiam o ro­teiro da apresentação. Mas tudo em contado com a leveza do uni­verso circense, em referências aos palhaços, malabaristas e mágicos.

Em cena entram seis persona­gens (vividos por Bruno Peixoto, Rita Alves, Leopoldo Rodriguez, André Larô, Caco Rodrigues e Nor­val Berbari) sobreviventes de uma epidemia de cólera. Sansão, um mágico decadente, insiste nos re­petidos números artísticos, como transformar Angelina em Zambê, a mulher macaco. Há uma incóg­nita na relação dos dois, ao mesmo tempo Angelina parece ser secreta­ria, amante,às vezes filha. Após ho­ras insistindo em chamar a atenção de algum morador do solitário lu­gar, ambos percebem terem caído numa cidade fantasma.

São surpreendidos por três ce­gos, que no acaso do destino cru­zam seus caminhos. A partir des­se encontro há um embate que conduz a trama a um jogo de in­teresses entre o amor, o sexo, o dinheiro, a ambição, a cobiça, o medo, a solidão. Carmelo, sobre­vivente da trágica cólera, teste­munha o embate entre as respec­tivas personagens, sua presença muda o jogo e suas regra .

ONDE PASSA A TURNÊ

 

CIDADE DE GOIÁS

Data: Hoje, às 19 horas

Local: Teatro São Joaquim

APARECIDA DE GOIÂNIA

Data: 6 de março, às 19h

Local: Ponto de Cultura Ci­dade Livre

SENADOR CANEDO

Data: 9 de março, às 19h

Local: Praça Céu – Jardim das Oliveiras

INHUMAS

Data: 10 de março, às 19h

Local: Auditório Municipal Renato Balestra

BRASÍLIA

Datas: 22 e 23 de março, às 19 horas

Local: Funarte – Sala Plínio Marcos

LUZIÂNIA

Data: 24 de março, às 20h

Local: Teatro IFG

BELO HORIZONTE

Data: 7 e 8 de abril, às 20h

Local: Sesc Paladium

 

 

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