AGAV celebra 20 anos com exposição coletiva inédita e reúne oito artistas em Goiânia
Léo Carvalho
Publicado em 23 de julho de 2026 às 10:51 | Atualizado há 40 minutos
A mostra composta por trabalhos de oito artistas visuais será lançada nesta sexta-feira (24/07), às 19h30 | Foto: Divulgação
A Associação Goiana de Artes Visuais (AGAV) inicia as comemorações pelos seus 20 anos de atuação com a abertura da exposição coletiva “Liberdade Poética”, que será inaugurada nesta sexta-feira (24), às 19h30. A mostra ficará aberta à visitação gratuita até 15 de agosto e reunirá obras de oito artistas que representam diferentes linguagens e trajetórias das artes visuais.
Criada em 2006, a AGAV surgiu com o propósito de fortalecer a produção artística no Estado, ampliar os espaços destinados às exposições e oferecer uma rede de apoio aos profissionais do setor. Ao longo de duas décadas, a entidade expandiu sua atuação e atualmente reúne cerca de 180 associados, entre artistas consagrados e novos talentos.
A exposição apresenta pinturas, gravuras e esculturas assinadas por Célia Fraia, Cleide Nazareth, Euclides Arrais, Filipe Rocha, Francisca do Nascimento, Ionara Novais, Maria Olina e Selma Di Medeiros. A proposta da coletiva é destacar a diversidade de estilos, técnicas e narrativas presentes na produção artística contemporânea.
Segundo o curador Pedro Galvão, o próprio título da mostra traduz a liberdade criativa presente nas obras selecionadas. Entre os destaques estão as esculturas em argila de Maria Olina, que abordam a ancestralidade, e as pinturas de Filipe Rocha, artista radicado em São Paulo que realiza sua primeira exposição em Goiânia, refletindo sobre a construção do indivíduo na contemporaneidade.

A exposição também traz os desenhos de Cleide Nazareth, inspirados na flora e na fauna, e quatro obras da série “Negras”, de Célia Fraia, marcadas pelo diálogo entre a cultura pop, a arte naïf e o uso intenso das cores.
Completam a mostra as pinturas de Ionara Novais, que retratam animais das savanas africanas; as gravuras de Francisca do Nascimento, artista residente na Alemanha há mais de três décadas, mas que mantém forte ligação com a fauna brasileira; as telas de Euclides Arrais, representante da arte naïf; e os trabalhos de Selma Di Medeiros, que resgatam memórias da vida no campo e elementos da cultura caipira.
Primeira eleição democrática
As comemorações do aniversário da AGAV também incluem um momento inédito na história da instituição. No dia 25 de julho, a associação realizará sua primeira eleição democrática para escolha da nova diretoria.
Duas chapas disputam o comando da entidade. A chapa 1 é liderada pela artista visual Vânia Ferro, sócia fundadora da AGAV e presidente em gestões anteriores, entre 2010 e 2014. Já a chapa 2 é encabeçada por Carol Borges, artista que representa uma nova geração e apresenta propostas voltadas à renovação da associação.
Independentemente do resultado da eleição, a AGAV afirma que dará continuidade ao calendário de exposições e ações culturais. Desde a fundação, a entidade tem como missão preservar a liberdade de criação de seus associados, respeitando diferentes técnicas, estilos, linguagens e inspirações artísticas.