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Com a Dama do Samba

Alcione Marrom arrebata os corações em show memorável no “Arena Hall” de Belo Horizonte

Cantora maranhense levou o público ao êxtase com os principais sucessos que marcaram sua carreira

Imagem ilustrativa da imagem Alcione Marrom arrebata os corações em show memorável no “Arena Hall” de Belo Horizonte

Com uma multidão fervorosa que esgotou os ingressos do Arena Hall, em Belo Horizonte, Alcione Marrom protagonizou uma emocionante celebração de seus 50 anos de trajetória musical na noite da última sexta-feira, 10. O público, foi levado ao êxtase, transformando a casa de shows em um coro uníssono, elevando a energia a patamares inigualáveis.


		Alcione Marrom arrebata os corações em show memorável no “Arena Hall” de Belo Horizonte
Fotografia: Uebert Roque


Antes de subir ao palco, Alcione proporcionou um momento aconchegante e acolhedor a imprensa, recebendo os jornalistas em seu camarim para um bate papo. A atitude da cantora maranhense, reflete não apenas sua grandiosidade artística, mas também seu carinho com os meios de comunicação.

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Durante a conversa, Marrom celebrou o fato de a nova geração a acompanhar nesta fase de sua carreira. Ela relembrou que por muito tempo a combinação, mulher e samba, não ocupava espaços na sociedade.


		Alcione Marrom arrebata os corações em show memorável no “Arena Hall” de Belo Horizonte
Fotografia: Uebert Roque


“Graças a Deus que essa nova geração me acompanha, porque, oque seria de nós senão fosse a nova geração. Eles nos acompanham com alegria, com delicadeza, com respeito, eu gosto muito disso. Então o samba já teve seus momentos de rejeição nesse país, mulher não vendia disco, Clara Nunes foi a primeira mulher a vender 100 mil discos, ela quebrou esse tabu e depois nós viemos atrás de Beth Carvalho. Graças a Deus essas coisas mudaram e agora a mulher está na ordem do dia”. Alcione Marrom

A cantora maranhense fez uma belíssima reflexão sobre o cantar o samba atrelado ao “amor visceral”.

“Eu sempre gostei de cantar música romântica. Na verdade eu comecei a carreira cantando samba, depois eu vi que eu podia cantar músicas românticas, foi quando eu cantei ‘nada como um dia atrás do outro, tenho essa virtude de esperar, eu sou maneira’. Menescal que era meu produtor na época disse que eu podia cantar também romântico, então vi que eu podia e fui fazendo a ‘A loba” e tantas outras que vocês conhecem” Alcione Marrom

Alcione pontuou que a culpa de suas músicas influenciarem tanto a vida das pessoas por tanto tempo, ultrapassando gerações, é de quem compõe música para ela.

“Isso é culpa de quem compõe música pra mim, porque eles são mortais. Edson, Anísio, Nenel e tantos outros. A primeira vez que eu ouvi ‘A Loba’ eu disse assim, eu vou rachar o Brasil no meio com essa música, eu não posso deixar de cantar essa música. Quando eu canto ‘sou doce, dengosa, polida, fiel como um cão, sou capaz de te dar minha vida, mas olha não pise na bola’, eu vejo assim ‘aquilo sou eu’ eu tenho que cantar” Alcione Marrom

Com a sinceridade que lhe é peculiar, Alcione fez questão de esclarecer que, hoje, não tem muita ansiedade para novos projetos, mas que o principal desejo é o de trazer uma nova roupagem a seus grandes sucessos.

“Para falar a verdade eu não tenho muita ansiedade hoje, com novos projetos, eu sempre cantei aquilo que eu quis, eu já fiz até um trabalho em francês. Quero fazer um disco com sucessos meus, pegar e reeditar essas músicas em outra linguagem, porque as pessoas gostam delas até hoje”

Para Marrom, é, sombra de dúvidas, muito gratificante quando uma música vem para unir as pessoas.

“É muito gratificante quando uma música vem para unir as pessoas. A música nunca deve vir para separar as pessoas, tem que agregar. É isso que eu gosto na minha música, não é só o meu público não, é em casa também, em qualquer lugar sempre tem uma história” Alcione Marrom

A cantora que é mangueirense de coração e alma, demonstrou imensa felicidade ao lembrar que será tema do samba enredo 2024 da escola carioca.

“Olha essa homenagem da mangueira no carnaval, é uma coisa muito importante pra mim. Eu não pude evitar, e eu vou ser enredo da mangueira, eu vou desfilar, eu tenho 50 anos de mangueira, eu acho que tenho que estar nesse enredo. Eu digo sempre que gosto muito de cantar, e as pessoas ainda me pagam para isso” finalizou Alcione Marrom

No palco, a diva brindou os fãs com uma seleção de seus maiores sucessos, transportando a plateia por uma jornada musical que atravessou décadas. Hits icônicos como “A Loba”, “Estranha Loucura” e “Tem Dendê”, foram entoados com paixão, confirmando a potência vocal e o carisma indiscutível de Alcione. Marrom continua a ser uma força inigualável na música brasileira, e seu jubileu de ouro ficará gravado na memória de todos que tiveram a sorte de fazer parte desse momento único.

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