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Festa da resistência

Redação DM

Publicado em 2 de março de 2018 às 23:52 | Atualizado há 1 ano

  •  O projeto cultural levou a crianças, jovens e adolescentes uma série de atividades formativas nas cidades de Catalão, Três Ranchos e Goiandira

 

Depois de nove meses, em que aconteceram intercâmbios, oficinas e criações artística, o grupo Capoeira Senzala encerra o projeto cultural “Pé na Estra­da”, hoje às 15h, na Universidade Federal de Goiás–Regional Ca­talão. O encerramento do pro­jeto tem entrada gratuita e des­tinada a todos os públicos, que poderão conferir os resultados do projeto cultural. Os presen­tes vão poder ainda conhecer o trabalho do grupo Capoeira Sen­zala, que em 2018 comemora 20 anos de atuação na Região Su­deste do Estado de Goiás.

Esta é a terceira e última fase do projeto que recebeu apoio do Fundo de Arte e Cultura do Esta­do de Goiás, em que o resultado das oficinas serão apresentados com o Batizado e Troca de Cor­das. A tarde também será ani­mada por rodas de Capoeira e as apresentações de performances e dramatizações realizadas pe­los alunos do projeto.

O trabalho que poderá ser visto hoje começou a ser desen­volvido na primeira fase de Pé na Estrada, na qual os professores Pablo Wilkinson (Dino) e Flávia Lima (Sereia) tiveram a oportu­nidade de ir até São Paulo e Rio de Janeiro para um intercâmbio formativo. Lá tiveram contato com grandes nomes da capoei­ra nacional, como: Mestre Flávio Caranguejo, o Mestre José Rena­to Nunes, o Mestre Ferradura e o Mestre Marcos China.

De acordo com o grupo, este envolvimento permitiu um pe­ríodo fértil de pesquisa e troca de experiências, de saberes e de métodos de trabalho na Capoei­ra. E esse aprendizado propor­cionou as ações da segunda fase, que consistiram na realização de atividades formativas nas cida­des de Catalão, Três Ranchos e Goiandira, com oficinas e rodas de Capoeira, cine-debates, con­fecção de instrumentos musi­cais, jogos e brincadeiras, rodas de capoeiras, gincanas, aprendi­zado de danças populares.

Os beneficiários das ofici­nas foram crianças, adoles­centes e jovens, entre 6 e 20 anos, a maioria de escolas da rede pública de ensino. Com a preocupação de ser inclusivo, o Capoeira Senzala estava ain­da qualificado para atender de­ficientes físicos, o que de acor­do com o grupo, só foi possível graças ao intercâmbio formati­vo realizado com o Mestre Fer­radura, que trabalha a Capoei­ra com valores de inclusão e diversidade aliado aos sabe­res de Educação Infantil, Ana­tomia, Biomecânica, Psicolo­gia da Educação.

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