Laudo revela detalhes da morte de jovem de 14 anos e agrava acusações contra D4vd
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 24 de abril de 2026 às 17:33 | Atualizado há 2 meses
Investigação indica que havia um relacionamento entre o acusado e a adolescente encontrada morta | Foto: Reprodução
Um laudo pericial produzido pela polícia de Los Angeles, nos Estados Unidos, apontou a provável causa da morte da adolescente Celeste Rivas, de 14 anos. A jovem foi assassinada e teve o corpo mutilado antes de ser abandonado no porta-malas de um carro. O caso envolve o rapper D4vd, que responde judicialmente pelo crime.
De acordo com os resultados da autópsia, apresentados em audiência na última quarta-feira (22), a vítima sofreu múltiplos ferimentos penetrantes. A perícia identificou lesões no tórax e na região abdominal, além de vestígios de álcool e metanfetamina em baixa concentração no organismo.
As investigações indicam que o homicídio teria ocorrido no início de maio de 2025, embora o corpo só tenha sido localizado meses depois, em 8 de setembro do mesmo ano. O cadáver estava dentro de um veículo abandonado, registrado em nome do artista.
A última aparição pública da adolescente ocorreu em 23 de abril de 2025, quando ela foi vista entrando na residência do cantor. Informações reunidas durante a apuração apontam que os dois mantinham um relacionamento desde 2024. Registros íntimos, incluindo fotos e vídeos, foram anexados ao processo e passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pelas autoridades.
O músico foi preso em abril deste ano e formalmente acusado de homicídio qualificado. A denúncia inclui agravantes relacionados ao abuso sexual de menor e à ocultação de cadáver com mutilação. Em caso de condenação, ele pode enfrentar pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até mesmo a pena de morte, conforme a legislação local.
Material ilícito agrava acusações no processo
Durante uma das audiências realizadas em Los Angeles, a promotoria apresentou novos elementos ao caso. Segundo os investigadores, o telefone celular do artista continha grande quantidade de material classificado como pornografia infantil.
O conteúdo teria sido identificado após o cumprimento de mandados judiciais que autorizaram a análise do dispositivo e de serviços de armazenamento em nuvem vinculados ao cantor. A descoberta ampliou o escopo das acusações e passou a integrar o processo criminal.
A defesa nega todas as acusações e afirmou que pretende contestar as provas apresentadas. Os advogados também solicitaram a antecipação da fase preliminar do julgamento, com o objetivo de discutir publicamente a validade dos elementos reunidos pela investigação.