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Mostra Marly Mendanha

Redação DM

Publicado em 29 de novembro de 2017 às 23:55 | Atualizado há 1 ano

O VIII Festcine Goiânia – Edi­ção Especial, que até o dia 15 de novembro realiza uma mostra de­dicada a praticamente todos os cineastas goianos, exibe hoje, às 20 horas, a Mostra Marly Menda­nha. Dedicado à obra da cineasta e também artista plástica Marly Mendanha, a compilação vai re­unir dois de seus documentários: Gambá e Coroaci.

Moradora da cidade de Goiás e diretora da tradicional Escola de Artes Veiga Valle, Marly Menda­nha faz parte de uma nova gera­ção de cineastas vilaboenses que se viu “mordida pelo bichinho” do cinema, no decorrer das edições, do Festival Internacional de Vídeo e Cinema Ambiental (Fica) e toda sua bagagem de mostras, oficinas, bate-papos, etc.

Consequentemente, as pro­duções de Marly falam muito da cultura e cotidiano da cidade onde mora. O filme Gambá, por exemplo, que estreou durante o Fica deste ano, aborda a história de um cidadão muito querido e conhecido pelos vilaboenses: João Gambá, filho do renomado artis­ta plástico Octo Marques.

Apesar do pai famoso, o sobre­nome “Gambá” foi oficialmente incorporado por João, e o filme de Marly se apega as memórias, his­tórias, ideologias e cotidiano des­te homem que tem tanto a contar. “João Gambá é uma pessoa popu­lar, que conheço há vários anos e que nos visita na Escola de Artes, quase que diariamente. Ele mora há vários anos só, na mesma casa, na Praça do Moreira, onde mora­va sua família”, explica a cineasta.

Já o filme Coroaci, apesar de não se passar na cidade de Goiás, tem uma relação genuína com os legados que o Fica deixou nos ci­neastas, pois é um exemplo de que a consciência ambiental está cada dia mais presente nas produções audiovisuais. O filme retrata o mo­mento que a Caminhada Ecológica chega em uma aldeia indígena Ca­rajá, em Aruanã (GO). “A chegada ocorre justamente ao pôr do sol, daí o título ‘Coroaci’, que na língua in­dígena significa terra de frente para o sol”, esclarece a cineasta. Segun­do Marly, um dos motivos do do­cumentário existir foi para regis­trar a declaração de amor e respeito para com a natureza e um clamor, em especial para com o cerrado e o Rio Araguaia.

NA SÉTIMA ARTE

Marly Mendanha é um nome conhecido e premiado entre as ar­tes plásticas. Seu nome é reconhe­cido em publicações importantes para o cenário, como o Dicioná­rio das Artes Plásticas em Goiás, de Amaury Menezes, e o Dicio­nário dos Gravadores Brasileiros – Rio de Janeiro-RJ. Suas obras ro­daram o mundo. Nas suas contas há mais de 3 mil obras espalhadas pelo Brasil e exterior.

Mas ela é, sem dúvidas, versá­til. Trabalha ainda como fotógrafa, professora e até dramaturga. Foi no começo de 2000 que a artista se en­cantou pela sétima arte. O pontapé inicial aconteceu em 2003, com o projeto Repintando Nossa História. Este documentário foi a primeira produção vilaboense a participar do Fica e abordou as origens da ci­dade de Goiás até a conquista do Título de Patrimônio Mundial da Humanidade em 2001.

A pesquisa do filme foi realizada pelosalunosda Veiga Valle, comapoio dos professores, contando também com depoimentos de historiadores e moradores da cidade. Mas outra participação também foi essencial para o desenvolvimento: a do ci­neasta vilaboense Lázaro Ribeiro.

“Convidei Lázaro para registrar as etapas do projeto. Como o re­gistro ficou muito bom, sugeri edi­tar o material e produzir um docu­mentário educacional. Ele aceitou prontamente e assinamos juntos a direção desta obra que acabou sendo exibida também em outros festivais, inclusive, fora do Brasil”, recorda Marly, também responsá­vel por filmes, como Menino Na­tureza, Canto das Cigarras, Me­tamorfose, Passa Passa Gavião, entre outros.

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