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Mostra ‘Todos os Sentidos’ promove arte e inclusão no Jardim Atlântico

Redação

Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 20:45 | Atualizado há 6 meses

Evento democratiza experiência estética
Evento democratiza experiência estética

A I Mostra Todos os Sentidos movimenta neste sábado e domingo (6 e 7/12), no Espaço Esparta Arte e Cultura, no Jardim Atlântico, em Goiânia. A iniciativa é da Cia Corpo na Contramão e apresenta obras criadas a partir de práticas de inclusão, diversidade sensorial e acessibilidade. As produções resultam de meses de oficinas e encontros que investigaram novas formas de sentir, acessar e experienciar a arte.

Idealizada pela artista e produtora Lua Barreto, a mostra convida artistas e grupos a criar ou adaptar cenas pensando nas possibilidades de percepção de pessoas cegas, surdas ou com outras formas sensoriais de vivenciar a arte. Os participantes passaram por treinamentos de Libras, exercícios de audiodescrição e descrição poética integrada às cenas.

A programação reúne cenas curtas, performances corporais, números circenses, poemas interpretados, música e experimentações sensoriais. Todas as obras foram adaptadas com recursos de acessibilidade incorporados à linguagem artística, garantindo que cada produção dialogue com públicos diversos.

Acessibilidade

Entre as criações com acessibilidade para pessoas surdas estão “Ditadura, Nunca Mais”, interpretada por Emmanuel Santos; “Página em Branco”, com Gabriel Rodrigues; “Por um Fio”, de Caro Marafigo; “Suspensões do Encontro”, com Giovanna Simões e Kamilla Martins; e “Outro Olhar”, de Cauê Marques. 

Já as obras adaptadas para pessoas cegas incluem “As ruas não estão vazias”, interpretada por Fátima Martins, e duas cenas da Cia Sem Nome: “Beleza Rara” e “Aborto”. A mostra também apresenta trabalhos que dialogam com pessoas cegas e surdas. Entre eles estão “Subitamente, eu”, com Nathalia Borges; o Duo de Lira, com Giovanna Simões e Kamilla Martins; e “Todos os Sentidos”, performance de pintura com o corpo realizada por Dora Santoth.

As direções das cenas foram assinadas por Cauê Marques, Lua Barreto e Luís Rick. O processo colaborativo integrou intérpretes, diretores e equipes de acessibilidade, que trabalharam lado a lado para compor cada obra.

Para Lua Barreto, esse diálogo é essencial para o amadurecimento do projeto. Segundo ela, o objetivo é romper fronteiras e ampliar as formas de acesso à arte. A artista destaca que a mostra nasce do desejo de tornar a experiência estética mais democrática e sensorial. “É um convite para quem acredita que a arte pode ser sentida de maneiras diferentes”, afirma.

Foto: Divulgação


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