Entretenimento

Só o ouro

Redação DM

Publicado em 2 de abril de 2018 às 23:42 | Atualizado há 1 ano

  •  Ao todo participam 147 músicos da MPB. O evento começa na segunda quinzena de abril, terá duração de 13 semanas e sua programação propõe o intercâmbio entre cantores iniciantes a já conceituados

 

A boa e velha MPB de Goiâ­nia será muito executada em um grande evento na capital: a 8ª edição do Goiânia Can­to de Ouro. E a programação deste evento, que tem tradição na cidade, será substancial em muitos senti­dos. Sua duração é de 13 semanas (de 19 de abril a 15 de julho) e o número de artistas selecionados também é volumoso, pois subirão ao palco do Centro Cultural Goiâ­nia Ouro 147 cantores e 30 músicos. Outra boa notícia é que o aconteci­mento ainda é acessível: os ingres­sos custam R$ 10, a inteira.

Realizado pela primeira vez através de um edital, a seleção dos artistas que vão participar do evento, que é organizado pela Se­cretaria Municipal de Cultura (Se­cult), foi divulgada ontem. Tocar Música Popular Brasileira foi a regra para que os produtores do evento escolhessem os artistas desta edição que, apesar de pos­suir nomes que sondam com o pop, a exemplo de Marco Anto­nini e Pedro Scalon, foca no fa­moso gênero tupiniquim que ga­nhou o mundo.

Sem o caráter competitivo do emblemático Festival de Música Popular Brasileira dos anos 60, se­gundo um dos produtores do fes­tival, Carlos Brandão, a ideia do Goiânia Canto de Ouro é simples: “Trazer uma amostragem da qua­lidade de MPB feita em Goiânia.” Para dar ainda visibilidade para novas propostas e canções, além de cantar MPB, o festival ainda exige com que os selecionados também apresentem ao público músicas autorais e as canções pre­cisam ser em português.

E ficou notável a preocupação do festival em possibilitar espaço às novas gerações, já que o even­to mistura na grade nomes con­ceituados, a exemplo de Cejane Verdejo, Cristiane Perné, Dar­winson, Diego de Moraes, Domá da Conceição, Fernando Boi e do grupo Fé Menina, com artistas iniciantes. Já entre os “novatos” estão artistas a exemplo de Bru­na Garcia, Diogo Tabah, Herma­no e Eduardo Genuíno.

DOIS ELENCOS

A dinâmica de shows vai ser um pouco diferente do ano anterior, de acordo com Carlos Brandão – que divide a produção do festival ain­da com Gilberto Corrêa, Luiz Car­los Chaffim e Ney Couteiro. Se a edição passada trazia um elenco que se apresentava de quinta-fei­ra a sábado, e no domingo havia um show instrumental, desta vez um time de músicos se apresenta quinta e sexta-feiras e outro no sá­bado e domingo.

Ainda conforme o produtor, em cada dia de apresentação um músico iniciante começará os shows com uma proposta acústi­ca (voz e violão). Em seguida dois músicos da cena local – já conhe­cidos do público – fazem suas res­pectivas performances para no fi­nal todos os participantes da noite se encontrarem no palco.

“O Goiânia Canto de Ouro for­te é o maior festival de MPB do Brasil. Não tem nenhum festival que dura 13 semanas. São mais de três meses de muita música. É muito interessante ver a volta deste festival que agrega tantos músicos e agrada o público. Al­guns secretários da Cultura dei­xaram este evento esquecido. Mas, mesmo com estes anos de hiato, voltou do passado, voltou bem esse ano.

VETERANA E ACOLHEDORA

Uma das artistas que estão ra­diantes por ter sido seleciona­das para participar do festival é a cantora paulista, radicada em Goiânia, Cláudia Garcia. Espe­cialista em samba e MPB, ela que já tem uma carreira consagrada em Goiânia, e já realizou proje­tos como o “Gonzagueando”, par­ticipa da iniciativa pela segunda vez. O projeto, de acordo com ela, possui um “Q” a mais.

“O Festival Goiânia Canto de Ouro, já pelo nome, remete a algo a ser ouvido com atenção, preciosi­dade, tesouro… E ter pela segunda vez ‘esse q’ no currículo é um prê­mio”, celebra a cantora, que disse que o repertório da apresentação já está escolhido. Além de músicas inéditas, também promete balan­çar o público com canções consa­gradas, que se tornam na sua voz praticamente autorais.

“Fazer esse misto é, na verda­de, a grande expectativa do públi­co, pois sempre ouço: ‘Gostaria de ouvir na sua voz, tal música…’ Par­ticularmente, gosto de rearranjar as canções consagradas quando me apresento. Cria-se uma segunda pele para a canção e a gente con­segue também deixar nossa digi­tal”, argumentou a artista.

Quanto à mistura de artistas no­vatos com artistas com mais tempo de estrada, possibilita, para Cláu­dia Garcia, um momento de co­munhão. “Isso acredito ser a gran­de ‘sacada’ para quem participa e pra quem assiste. Grandes nomes e promissores nomes, receita infa­lível”, exclamou a cantora que re­velou também estar ansiosa para saber com quem irá se apresentar.

 

GOIÂNIA CANTO DE OURO

Quando: de 19 de abril a 15 de julho

Onde: Centro Cultural Goiânia Ouro (Rua 3, 1016 – St. Central)

Ingressos: R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia)

Informações: (62) 3524-2542

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia