Sony anuncia série sobre investigação que expôs rede de abuso de Jeffrey Epstein
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de março de 2026 às 17:27 | Atualizado há 4 meses
Julie K. Brown investigou Jeffrey Epstein e revelou a rede de exploração sexual de menores | Foto: Getty Images
A Sony Pictures está desenvolvendo uma nova série baseada na investigação do caso Jeffrey Epstein, inspirada no livro Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story, da jornalista Julie K. Brown, responsável por trazer o caso à tona.
Segundo informações da Variety, a produção será estrelada por Laura Dern, conhecida por seu papel em Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, que interpretará a repórter investigativa. A sinopse oficial descreve a obra como “um relato impactante de uma jornalista investigativa que revelou o acordo secreto entre Epstein e promotores federais”.
A trajetória da investigação de Julie K. Brown
Inspirada na experiência de Brown no Miami Herald, a trama acompanhará anos de investigação durante os quais a jornalista identificou cerca de 80 vítimas, convenceu sobreviventes a falar publicamente e contribuiu para as prisões de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Caso a série avance e seja adquirida por uma emissora, o projeto deve se tornar a primeira produção de ficção centrada no caso Epstein.
O caso envolve uma ampla rede de exploração sexual de menores que ganhou repercussão internacional por causa das conexões do financista com empresários, políticos e celebridades. Epstein foi acusado de abusar e traficar sexualmente dezenas de meninas, muitas delas menores de idade, entre os anos 1990 e 2000.
Em 2008, ele fechou um acordo controverso com promotores na Flórida, que o livrou de acusações federais mais graves. Epstein cumpriu cerca de 13 meses de prisão em regime considerado brando. Em julho de 2019, foi preso novamente por acusações federais de tráfico sexual.
Um mês depois, foi encontrado morto na cela em que ficava no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração devido a falhas nas câmeras de segurança e à ausência de vigilância adequada na noite do ocorrido