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Uma semana após terremoto, Colômbia amplia resgates e entra em fase de reconstrução

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 11:52 | Atualizado há 1 hora

Tremor de 7,4 deixou centenas de mortos e milhares de feridos | Foto: REUTERS
Tremor de 7,4 deixou centenas de mortos e milhares de feridos | Foto: REUTERS

Uma semana depois do terremoto que atingiu o oeste da Colômbia, equipes de emergência ainda trabalham entre estruturas destruídas nesta segunda-feira (17). O desastre deixou mais de 280 mortos, cerca de 4.200 feridos e mais de 140 pessoas desaparecidas, segundo os balanços oficiais mais recentes.

O tremor de magnitude 7,4 ocorreu na manhã de segunda-feira (10), com epicentro próximo a San José del Palmar. A forte atividade sísmica provocou danos em uma extensa área, atingindo desde a região do Pacífico até a zona cafeeira e grandes cidades como Cali e Pereira.

Os impactos foram registrados em casas, edifícios residenciais, escolas, hospitais e igrejas. Cali e Pereira concentram mais de dois terços das mortes contabilizadas, além de algumas das áreas mais afetadas pelo colapso de construções.

Buscas ficam mais delicadas

Em Cali, uma das principais frentes de trabalho, os socorristas continuam entrando em locais onde estruturas de concreto e metal permanecem instáveis. Com o passar dos dias, porém, a operação de busca por sobreviventes tem dado espaço à localização e retirada de corpos.

O capitão Alberto Hernandez, do Corpo de Bombeiros de Cali, afirmou que as equipes não encontraram sinais recentes de vida, embora os trabalhos continuem.

A presença de tremores secundários aumenta o risco para bombeiros, policiais, voluntários e moradores que participam das operações. Por isso, os responsáveis pelas buscas reforçam que cada etapa precisa ser realizada de maneira controlada para evitar novos acidentes.

Ajuda chega a diferentes regiões

Com a redução das expectativas de encontrar sobreviventes, a resposta à tragédia passou a incluir ações de assistência às famílias que perderam suas casas e apoio a animais atingidos pelo desastre.

Em Bogotá, um estádio foi transformado em um grande ponto de arrecadação de doações. Já em Pereira, equipes também passaram a atender animais feridos e distribuir alimentos recebidos por meio de campanhas de solidariedade.

Entre as histórias de moradores afetados está a de Claudia Galeano, de 53 anos, que perdeu a casa na tragédia. O pai dela, Arnulfo Galeano, chegou a ser retirado dos escombros com vida, mas morreu posteriormente no hospital.

Reconstrução começa a ganhar espaço

O terremoto também representa um dos primeiros grandes desafios enfrentados pelo presidente Abelardo de la Espriella, que havia assumido o cargo poucos dias antes da tragédia.

Além das operações de emergência, o governo agora precisa organizar uma ampla etapa de reconstrução de moradias, hospitais, escolas e infraestrutura.

Parte dos recursos deverá vir da iniciativa privada. O empresário colombiano Jaime Gilinski anunciou uma doação de 150 bilhões de pesos, cerca de US$ 47,75 milhões, para projetos de reconstrução em Cali. A família Santo Domingo também havia prometido US$ 32 milhões para auxiliar na recuperação do país.

Enquanto as buscas continuam em áreas de risco, autoridades colombianas enfrentam o desafio de atender milhares de pessoas afetadas e, ao mesmo tempo, iniciar a reconstrução das regiões devastadas pelo maior desastre sísmico recente do país.

Uma semana após o terremoto, buscas continuam entre os escombros na Colômbia | Foto: Reuters

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