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Wagner Moura volta ao Globo de Ouro e mira Oscar

Léo Carvalho

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 14:11 | Atualizado há 7 meses

Wagner Moura em cena de “O Agente Secreto”, thriller político ambientado no Recife dos anos 1970, pelo qual concorre ao Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama | Foto: Reprodução
Wagner Moura em cena de “O Agente Secreto”, thriller político ambientado no Recife dos anos 1970, pelo qual concorre ao Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama | Foto: Reprodução

Wagner Moura, 49 anos, foi indicado ao Globo de Ouro 2026 na categoria de melhor ator em filme de drama por “O Agente Secreto”, produção brasileira dirigida por Kleber Mendonça Filho. O anúncio reforça a presença do cinema nacional na temporada de premiações e insere o baiano entre os protagonistas da corrida por reconhecimento internacional.

A nova indicação chega quase dez anos após a primeira passagem de Moura pelo prêmio, quando concorreu por seu trabalho em “Narcos”, e consolida sua trajetória de ator que transita com força entre produções brasileiras e estrangeiras. Em uma categoria tradicionalmente dominada por grandes estúdios de Hollywood, a presença de um título brasileiro é lida por analistas como sinal de maturidade artística e poder de exportação do audiovisual do país.

O filme e o papel que levaram à indicação

“O Agente Secreto” é um thriller político ambientado no Recife de 1977, em plena ditadura militar, e acompanha Marcelo, professor universitário que retorna à cidade para reencontrar o filho caçula enquanto tenta escapar de um passado marcado pela perseguição política. No longa, Moura sustenta praticamente todas as cenas, alternando tensão e fragilidade emocional em um personagem dividido entre o medo e o desejo de reparação.

Desde a estreia no Festival de Cannes, o filme vem acumulando prêmios da crítica em mostras internacionais como Chicago e Nova York, sempre com destaque para a atuação do brasileiro. O desempenho no circuito de festivais ajudou a consolidar a campanha do ator, que já figura em listas especializadas como um dos nomes fortes para a temporada, ao lado de concorrentes de grandes produções de Hollywood.

Significado para o Brasil

A indicação de Moura ocorre um ano depois de Fernanda Torres vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz por “Ainda Estou Aqui”, abrindo caminho para uma nomeação ao Oscar semanas mais tarde. Para especialistas, a presença consecutiva de intérpretes brasileiros nas categorias principais evidencia uma mudança de percepção da indústria internacional em relação ao país, que deixa de ser visto apenas como fornecedor de filmes de nicho para se firmar como polo de talento e narrativa universal.

Veículos estrangeiros especializados em cinema vêm destacando a performance de Moura como uma das mais comentadas da temporada, mencionando a indicação ao Critics Choice Awards como outro termômetro relevante para uma eventual vaga no Oscar. Caso a indicação à Academia se confirme, o ator se tornará um dos raros brasileiros a disputar a estatueta em atuação, reforçando o impacto de “O Agente Secreto” como obra-símbolo de um novo momento do audiovisual nacional.


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