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Após 12 anos acamado, Schumacher circula de cadeira de rodas, diz jornal Daily Mail

Léo Carvalho

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 11:01 | Atualizado há 6 meses

Schumacher, 57 anos, não está mais restrito à cama e agora é levado em cadeira de rodas por cuidadores em sua mansão na Suíça | Foto: Reprodução/Internet
Schumacher, 57 anos, não está mais restrito à cama e agora é levado em cadeira de rodas por cuidadores em sua mansão na Suíça | Foto: Reprodução/Internet

Doze anos após o gravíssimo acidente de esqui nos Alpes franceses, novas informações sobre a saúde de Michael Schumacher trouxeram um raro sopro de esperança a familiares e fãs do heptacampeão mundial de Fórmula 1. Reportagens recentes da imprensa europeia apontam que o ex-piloto, hoje com 57 anos, já não passa todo o tempo deitado e voltou a se movimentar pela casa em uma cadeira de rodas, sempre acompanhado por profissionais de saúde.

O avanço, descrito como “sensível” por fontes ouvidas por veículos estrangeiros, representa uma mudança importante em relação ao quadro mantido sob sigilo desde 2013, quando Schumacher sofreu traumatismo craniano ao cair enquanto esquiava em Méribel, na França. Desde então, o alemão vive longe dos holofotes, cercado por uma estrutura de cuidados intensivos que vai da mansão em Gland, na Suíça, à casa de veraneio da família em Maiorca, na Espanha.

Segundo relatos publicados pelo jornal britânico Daily Mail, Schumacher passou a ser conduzido de cadeira de rodas por enfermeiros e terapeutas, o que lhe permite deixar o quarto e circular por diferentes áreas das propriedades da família. A rotina segue rigidamente controlada, com acompanhamento médico permanente e equipamentos especializados, em um esquema que, de acordo com as reportagens, custa dezenas de milhares de libras por semana.

Apesar do progresso físico, o estado neurológico do ex-piloto ainda levanta dúvidas e permanece cercado de incertezas. Pessoas próximas, ouvidas pelo Daily Mail sob condição de anonimato, descrevem um quadro no qual Schumacher teria algum grau de consciência sobre o que acontece ao seu redor, mas com dificuldades para se comunicar e sem garantia de plena compreensão dos estímulos. “A sensação é de que ele entende parte das coisas à sua volta, mas não tudo”, resumiu uma fonte citada pela imprensa europeia, reforçando a delicadeza da situação.

A família Schumacher, liderada pela esposa Corinna, mantém a mesma postura adotada desde o acidente: poucas declarações públicas, controle rígido de informações e blindagem absoluta da intimidade do ídolo. A estratégia, frequentemente criticada por parte dos fãs, é justificada pelos parentes como a única forma de preservar a dignidade de um dos maiores nomes da história do automobilismo.

Mesmo sem aparições públicas, o legado esportivo de Schumacher continua vivo nas pistas e fora delas. Enquanto o alemão segue em reabilitação em casa, sob cuidados contínuos, o sobrenome Schumacher permanece no automobilismo por meio do filho Mick, que constrói sua própria trajetória nas pistas. Para milhões de torcedores, a notícia de que o heptacampeão deixou a cama e passou a usar cadeira de rodas é recebida como um pequeno, mas simbólico, sinal de resistência de um competidor que sempre fez da superação sua marca dentro das pistas.

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