Esportes

Argentina vive drama, desperta após expulsão de Embolo e elimina Suíça com golaço de Julián Álvarez

Redação Online

Publicado em 12 de julho de 2026 às 01:59 | Atualizado há 1 hora

Julián Álvarez celebra o golaço que recolocou a Argentina em vantagem diante da Suíça e abriu caminho para a classificação à semifinal da Copa do Mundo | Fotos: Fifa
Julián Álvarez celebra o golaço que recolocou a Argentina em vantagem diante da Suíça e abriu caminho para a classificação à semifinal da Copa do Mundo | Fotos: Fifa

A Argentina viveu uma das partidas mais difíceis da campanha na Copa do Mundo de 2026 na noite deste sábado (11/07). Desde os minutos iniciais, encontrou enorme resistência diante da organizada marcação da Suíça, que reduziu os espaços, neutralizou o meio-campo argentino e impediu que a atual campeã mundial desenvolvesse seu jogo. Durante boa parte do confronto, a equipe de Lionel Scaloni teve dificuldades para criar oportunidades claras e chegou a conviver com o risco real da eliminação.

O cenário começou a mudar apenas no segundo tempo, quando o atacante Breel Embolo foi expulso, obrigando a seleção suíça a atuar com um jogador a menos. A superioridade numérica permitiu que a Argentina aumentasse a pressão, controlasse a posse de bola e acumulasse ações ofensivas, embora a classificação só fosse definida na prorrogação. Julián Álvarez abriu caminho com um golaço, antes de Lautaro Martínez sacramentar a vitória em um contra-ataque preciso. O triunfo por 3 a 1 confirmou a classificação argentina para a semifinal, na qual enfrentará a Inglaterra.

Lionel Messi não marcou pela primeira vez nesta edição do Mundial, mas voltou a exercer papel central na organização argentina. Aos 9 minutos, o camisa 10 cobrou escanteio pela direita e encontrou Mac Allister, que cabeceou no canto esquerdo de Kobel para abrir o placar.

A Suíça adotou postura agressiva desde o início, pressionou a saída de bola adversária e controlou maior parte da posse no primeiro tempo. Mesmo com superioridade territorial, encontrou dificuldades para superar a defesa argentina e criou poucas oportunidades claras.

A equipe comandada por Lionel Scaloni reduziu o ritmo após o gol e apresentou sinais de desgaste físico. A Argentina fechou espaços próximos à própria área, mas perdeu profundidade ofensiva e concentrou suas ações na capacidade criativa de Messi.

A Suíça elevou a pressão na etapa final e exigiu duas intervenções importantes de Emiliano Martínez. Aos 22 minutos, Ndoye recebeu pela direita, avançou sobre a marcação e finalizou de forma cruzada para deixar o placar em 1 a 1.

O melhor momento suíço terminou após uma decisão imprudente de Breel Embolo. O atacante simulou uma falta no meio-campo e recebeu o segundo cartão amarelo depois da revisão do árbitro João Pinheiro no monitor do VAR. A expulsão deixou a Suíça com dez jogadores aos 27 minutos do segundo tempo.

A superioridade numérica devolveu energia aos argentinos. Messi encontrou espaços perto da área, quase marcou por cobertura e levou perigo em finalização rente à trave. Kobel ainda defendeu uma tentativa de Nico González nos acréscimos e levou a decisão para o tempo extra.

A Argentina ocupou o campo ofensivo diante de uma Suíça concentrada na proteção da própria área. Almada acertou a parte externa da trave no primeiro tempo da prorrogação, mas a seleção sul-americana ainda encontrou dificuldades para transformar posse de bola em conclusão precisa.

Julián Álvarez rompeu o bloqueio suíço no segundo tempo da prorrogação. O atacante recebeu fora da área e acertou um chute potente, distante do alcance de Kobel, para recolocar a Argentina em vantagem.

A Suíça avançou suas linhas na tentativa de buscar novo empate e ofereceu espaços no sistema defensivo. Lautaro Martínez aproveitou um contra-ataque rápido e marcou o terceiro gol argentino, resultado que confirmou a classificação dos atuais campeões.

A partida expôs novamente a influência de Messi sobre a produção ofensiva da Argentina. Com o camisa 10 bem marcado, a equipe apresentou pouca criatividade durante parte considerável do confronto. Mesmo sem balançar as redes, o capitão participou do primeiro gol e conduziu os principais movimentos de ataque.

Os jogadores argentinos atuaram com uma tarja preta no braço direito em homenagem a Antonio Ubaldo Rattín, que morreu aos 89 anos. Capitão da seleção na Copa do Mundo de 1966, o ex-volante se tornou uma das figuras mais representativas da história do Boca Juniors e do futebol argentino.

A Argentina enfrentará a Inglaterra na quarta-feira (15/07), às 16 horas, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. O confronto reunirá duas campeãs mundiais e retomará uma das rivalidades mais marcantes da história das Copas.

A seleção inglesa assegurou sua vaga após derrotar a Noruega por 2 a 1, também na prorrogação. Jude Bellingham marcou os dois gols do triunfo e conduziu a Inglaterra de volta às semifinais do Mundial após oito anos.

A atual campeã mundial alcançou sua segunda semifinal consecutiva e conservou o sonho do quarto título. A equipe argentina conquistou as Copas de 1978, 1986 e 2022 e agora precisa superar a Inglaterra para disputar mais uma decisão.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia