Buffon deixa a Seleção Italiana após novo fracasso rumo à Copa
Léo Carvalho
Publicado em 2 de abril de 2026 às 15:25 | Atualizado há 3 meses
Buffon deixa cargo na seleção italiana após eliminação nos pênaltis na repescagem da Copa de 2026 | Foto: Imago/Buzzi/Getty Images
A eliminação da Seleção Italiana na repescagem para a Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma crise institucional no futebol do país e resultou em mudanças imediatas na estrutura de comando. O ex-goleiro Gianluigi Buffon anunciou nesta quinta-feira (2) sua saída do cargo de chefe de delegação da equipe, função que ocupava desde 2023.
A decisão ocorre após a derrota para a Bósnia e Herzegovina, nos pênaltis, resultado que deixou a Itália fora de um Mundial pela terceira vez consecutiva.
A saída de Buffon acompanha a renúncia de Gabriele Gravina da presidência da Federação Italiana de Futebol. O dirigente estava no cargo desde 2018 e enfrentava pressão política e esportiva após o novo fracasso da seleção nacional.
Em comunicado, Buffon afirmou que a decisão representa um ato de responsabilidade diante do objetivo não alcançado, que era recolocar a Itália na Copa do Mundo. O ex-jogador também indicou que já havia colocado o cargo à disposição logo após a derrota, mas aguardou os desdobramentos internos da federação antes de oficializar sua saída.

A crise atual amplia um cenário de instabilidade no futebol italiano. Desde o título mundial em 2006, a equipe acumula eliminações precoces e ausências em competições, incluindo as Copas de 2018, 2022 e agora 2026.
Além das mudanças administrativas, a comissão técnica também está sob avaliação. O técnico Gennaro Gattuso tem futuro indefinido, com o término de contrato previsto para junho, enquanto nomes como Antonio Conte e Massimiliano Allegri são citados como possíveis substitutos.
A Federação Italiana deve realizar uma assembleia extraordinária no dia 22 de junho para eleger um novo presidente, em meio a pressões por reformulação estrutural no futebol do país.
A sequência de resultados negativos e a troca de dirigentes indicam um momento de reconstrução para a Azzurra, que tenta reorganizar sua base esportiva e administrativa após mais um ciclo sem classificação para o principal torneio do futebol mundial.