Coronel Nunes é convidado a depor
Redação DM
Publicado em 18 de fevereiro de 2016 às 00:35 | Atualizado há 10 anosPrincipal relator na CPI do futebol, o senador Romário (PSB-RJ) mostrou serviço logo na primeira reunião dos parlamentares no ano. Após reunião em Brasília (DF) na tarde de ontem, o Senado decidiu convidar o coronel Nunes – presidente em exercício da CBF – a depor e aprovou a quebra do sigilo bancário de Carolina Galan, ex-namorada de Marco Polo Del Nero.
A pauta da reunião tinha prevista a análise de 16 requerimentos relativos à CPI do futebol. No entanto, na presença de oito senadores na sessão, apenas 13 requerimentos foram aprovados.
Além do convite ao coronel Nunes para prestar esclarecimentos à comissão, e da autorização do monitoramento de Carol Galan, outros personagens que foram ligados à CBF passarão a ser monitorados após a primeira reunião da CPI no ano.
Se a ex-namorada de Del Nero terá todos os sigilos (bancário, telefônico, fiscal e telemático – mensagens eletrônicas) de 1º de janeiro de 2013 até a presente data, o ex-diretor financeiro da CBF na gestão de Ricardo Teixeira, Antônio Osorio Lopes da Costa, terá as contas monitoradas no período de 2007 a 2015.
Atual diretor executivo de gestão da CBF, Rogério Langake Caboclo, também teve os sigilos entre janeiro de 2013 e 27 de maio de 2015 – data que marcou a prisão dos dirigentes – quebrados. O ex-tesoureiro da CBF, Ariberto Pereira dos Santos, e o ex-secretário-geral, Julio Cesar Avelleda também serão investigados entre 2010 e 2015.
Com o nome envolvido em negociações imobiliárias que o atrelam a Marco Polo Del Nero, presidente licenciado do comando da CBF, o empresário Wagner Abrahão terá suas contas e movimentações monitoradas de maio de 2007 a maio de 2015.
Wagner Abrahão, envolvido em negociações de imóveis com o presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, teve aprovada a quebra de sigilos telefônico e telemático no período entre 17 de maio de 2007 e 31 de maio de 2015.