Esportes

Disputado mas sem capricho

Redação DM

Publicado em 25 de março de 2018 às 01:36 | Atualizado há 1 ano

Aparecidense e Vila Nova deram o pontapé inicial na semifinal do Campeonato Goiano. A partida no Estádio Aníbal Batista de Toledo foi marcada por um primeiro tempo movimentado, mas com poucas chances, e uma se­gunda etapa truncada. No final das contas, nenhuma das oportunida­des construídas foram aproveitadas e o resultado foi um placar de 0 a 0.

As equipes voltam a se en­frentar na terça-feira (27), no Es­tádio Serra Dourada, com man­do do Vila. Quem sair vitorioso avança à decisão do Goiano. Em caso de novo empate, a disputa será finalizada após as cobran­ças de penalidades.

O JOGO

O confronto começou a todo vapor e foram os donos da casa que assustaram primeiro. Logo aos nove minutos, Hélder deu indícios de que o chute de lon­ga distância seria uma podero­sa arma na partida. Na primeira tentativa, o lateral soltou a per­na esquerda e obrigou Pasinato a fazer boa defesa.

Só que o Camaleão também levava perigo infiltrando na área, nesse caso com o centroavante Nonato, que teve duas oportu­nidades para marcar de cabeça. Na primeira não achou a bola e ficou reclamando de um pênalti não marcado. Já na segunda, o ca­misa nove foi parado pelo goleiro do Tigre, que praticou a defesa.

O Vila respondeu pela primei­ra vez aos 17 minutos. O Tigre tem Geovane, especialista no chute de longe. Depois que Keké perdeu a bola na intermediária, o volante colorado ficou com a sobra e ar­riscou de primeira. O arremate foi no canto esquerdo e exigiu defe­sa de Busatto.

Sete minutos depois, Geova­ne apareceu de novo arriscan­do de longe. Dessa vez o tiro foi de perna esquerda, mas na prá­tica o perigo foi o mesmo. A bola veio quente e tinha o endereço do gol. Inspirado, Busatto saltou para mais uma vez fazer boa in­tervenção.

Apesar de 45 minutos bastan­te movimentados, os times foram para o vestiário com o placar em­patado em zero a zero.

No segundo tempo, a disputa do jogo não diminuiu, entretan­to o número de chances criadas caiu bastante. As equipes passa­ram a congestionar mais o meio de campo e até o número de fal­tas teve um aumento.

O Vila criou mais na segun­da etapa, mas apenas com uma chance clara. Aos 30 minutos, An­derson Luís fez boa jogada pelo setor direito, ganhou da marca­ção em velocidade e fez o cruza­mento para a segunda trave. Lá estava Mateus, que apareceu por trás da zaga e cabeceou sozinho, errando o alvo.

O restante das tentativas ocor­reu em chutes de longa distância. Pela Aparecidense, a única opor­tunidade caiu nos pés de Aleílson, que também isolou.

No final das contas, o jogo ter­minou mesmo com placar zera­do, e a disputa segue aberta para o confronto decisivo em Goiânia, terça, às 20h30, no Serra Dourada.

 

Primeira semifinal mantém o retrospecto equilibrado

Não é novidade o fato de Apa­recidense e Vila Nova terem con­frontos disputados pelo Campeo­nato Goiano. Tanto é verdade que o retrospecto de confrontos entre as duas equipes é um dos mais dispu­tados do Estado. O Tigre leva vanta­gem com nove vitórias, contra oito triunfos do Camaleão. Na tarde de ontem, as duas equipes chegaram ao sexto empate do confronto.

Na edição do ano passado do Campeonato Goiano, Vila Nova e Aparecidense também se enfren­taram na semifinal e disputaram vaga para a grande finalíssima. Na­quela ocasião, o Vila se deu melhor.

Apesar de o zero a zero de on­tem ter sido marcado pelo equilí­brio, para o técnico vilanovense, Hemerson Maria, o time colora­do foi responsável por criar as me­lhores oportunidades.

“O Vila foi uma equipe compe­titiva, guerreira. Se tivéssemos sido um pouco mais eficientes, podería­mos ter saído daqui com a vitória que seria algo muito importante para a gente. De qualquer manei­ra, acredito que a estratégia surtiu bons resultados, a equipe foi obe­diente, perfeita defensivamente e também criou boas oportunida­des no ataque. Deixamos a dese­jar mesmo na questão do apro­veitamento”, disse o comandante.

Pelo lado da Aparecidense quem falou foi o centroavante Nonato, depois de lamentar pelas oportu­nidades perdidas, o jogador tam­bém analisou o confronto. “O jogo foi pau a pau, a defesa deles estava marcando muito bem. Tive algu­mas chances, dei um bom cabe­ceio. E a questão do pênalti eu sin­ceramente acho que a bola pegou no braço do zagueiro, mas a decisão é da arbitragem”, comentou o arti­lheiro do campeonato, com 9 gols.

 

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