Dragão é goleado de novo, e Cabo pede demissão
Redação DM
Publicado em 6 de junho de 2017 às 02:43 | Atualizado há 1 ano
Quatro jogos, quatro derrotas, três sendo goleada, nenhum ponto conquistado, pior saldo de gols e pior defesa da competição. Esse é o Atlético do Brasileirão de 2017. Desta vez serviu de saco de pancadas para o Bahia, que parecia que estava treinando e aplicou um soberano 3 a 0 sem sequer se sentir incomodado, para alegria de mais de 14 mil torcedores. Logo após a partida, o técnico Marcelo Cabo pediu demissão e não comanda mais o rubro-negro.
O futuro do Dragão é cada vez mais preocupante e a pressão aumentará até a próxima partida na quinta rodada, contra a Ponte Preta, no Estádio Olímpico, nesta quinta-feira (8), às 19h30.
O Jogo
Treinadores de futebol do mundo inteiro realizam um treino específico famoso com apenas metade do campo e um goleiro, o tradicional “ataque contra defesa”. Toda vez que a defesa rouba a bola, esta é devolvida para o ataque para uma nova ofensiva. E assim segue o treinamento para teste de jogadas e correções de eventuais erros de ataque e defesa.
Enfim, isto resume o jogo de ontem entre Atlético e Bahia. Um jogo que o Bahia atacava indiscriminadamente e o Dragão nada fazia a não ser defender. Sequer trocar passes o ACG estava em condições. Com 15 minutos, o tricolor já possuía mais de 80% de posse de bola e já havia criado chances no ataque.
Aos 15 o gol saiu. Renê Júnior entrou na área e passou fácil por Ricardo Silva, estava sem ângulo quando Felipe encostou na trave para abafar, mas o toque na bola do volante passou entre a perna e a mão do goleiro e abriu o placar na Fonte Nova.
O gol nada mudou na postura das equipes no decorrer da partida. Bahia continuava com a posse e tomava conta de todas as ações ofensivas do jogo. Quando o rubro-negro teve a bola no campo ofensivo e perdeu, o rápido e mortal contra-ataque baiano, que começou com reposição do goleiro, levou ao segundo gol aos 40.
Em uma jogada de três contra dois, Zé Ricardo invadiu a área, aplicou finta e passou para Vinícius, que limpou e bateu para fazer 2 a 0. Em todo esse período o Dragão chegou apenas uma vez, aos 46 minutos, com um chute de Andrigo para boa defesa do arqueiro rival.
Uma mudança de postura era esperada por parte do Atlético. E na volta do intervalo o Bahia claramente entrou em campo com menos pegada. Nem assim o ACG esboçou um esforço ou possibilidade de diminuir o placar. O Bahia tocou bola e controlou em um ritmo mais sonolento e cadenciado.
Porém o futebol superior dos donos da casa só ficou de bom tamanho quando saiu o terceiro gol aos 27 minutos. Uma jogada belíssima de toques de bola envolvente e tabela. Zé Ricardo foi o maestro que se apresentou para receber o passe, fez um-dois e ainda deu assistência para Gustavo Ferrareis. A marcação passiva do Dragão permitia um justo 3 a 0. Se o Bahia pressionasse mais, o quarto gol sairia, mas o primeiro do Atlético parecia uma ilusão que ficou para próxima rodada.
