Dragão vem sofrendo para segurar vitórias na Série B
Redação DM
Publicado em 6 de junho de 2018 às 23:59 | Atualizado há 8 anos
O filme se repetiu para o Atlético na última rodada. Novamente jogando melhor que o adversário, desta fez o Juventude, o Dragão sofreu empate no final da partida mais uma vez na Série B após abrir dois gols de vantagem e ter um desempenho melhor. Tal coisa já aconteceu contra o Oeste, na penúltima rodada, e o time ficou perto de deixar escapar vitórias em dois confrontos.
Tanto contra o Guarani, quanto diante do Criciúma, o rubro-negro chegou a abrir três gols de vantagem, mas sofreu dois no final dos duelos e deixou escapar possíveis goleadas. A desatenção do sistema defensivo no terço final dos confrontos tem sido uma das principais preocupações para o técnico Claudio Tencati, que já testou vários zagueiros e laterais neste início de Série B.
Na zaga, já atuaram William Alves, René Santos, Lucas Rocha e Oliveira, enquanto as laterais foram compostas por Alisson, Bruno Santos e Oliveira. No gol, três goleiros passaram pela meta atleticano: Kléver, Jefferson e Léo.
“Foi um outro jogo em que a gente conseguiu fazer uma boa partida se olharmos ao longo dos 90 minutos de confronto [contra o Juventude]. Mas estamos pecando nas fases finais das partidas, até porque conseguimos ótima vantagem e deixamos as outras equipes empatarem. Temos que conversar entre nós e acertar isso aí para que os erros não comprometam nossa campanha. Nem tudo está errado pois temos feito bons jogos, mas esses detalhes podem manchar as boas atuações que temos feito. Agora precisamos amadurecer nesse sentido”, opinou o zagueiro William Alves à Rádio Sagres 730 sobre os vacilos atleticanos nos finais das partidas.
Na disputa desta atual edição da Série B, a disparidade entre a defesa e o ataque do Atlético é bem perceptível por meio das estatísticas do campeonato. Enquanto os comandados de Claudio Tencati detém o rótulo de segundo melhor ataque da Segundona, ao mesmo tempo a defesa atleticana é a segunda mais vazada do torneio. O ataque marcou 15 gols, dois a menos do que os de Fortaleza e CSA-AL, enquanto o sistema defensivo sofreu 16 tentos – só é melhor que CRB e Goiás, com 17 gols sofridos cada.
“A gente precisa achar um equilíbrio. Nossa equipe gosta de procurar o jogo ofensivo, tem feito bastante gol, mas às vezes fica desguarnecido na defesa. Precisamos nos acertar como equipe para acharmos esse equilíbrio entre defesa e ataque. Que a gente continue fazendo nossos gols, mas que evite tomá-los. Esse ajuste virá por meio de treinamento e conversa ao longo da semana”, afirmou William, a respeito do desequilíbrio entre os sistemas defensivo e ofensivo.