Esportes

Estreia com pressão

Redação DM

Publicado em 16 de fevereiro de 2016 às 02:01 | Atualizado há 10 anos

O Palmeiras vem passando por uma fase turbulenta. Apesar de ter conquistado a Copa do Brasil no ano passado, a equipe de Marcelo Oliveira parece ainda não ter encontrado um esquema tático ideal e tem sofrido no Paulistão. Em quatro jogos, o time venceu apenas um, o que fez com que o treinador ficasse em xeque. Isso tudo sem contar que a equipe volta a sofrer com lesões. O mais novo caso é de Moisés, que fraturou o tornozelo diante do Linense. O jogador foi o destaque na pré-temporada.

O clube uruguaio, por sua vez, é considerado zebra, mas já aprontou na Fase Preliminar. O River Plate eliminou ninguém menos do que a Universid de Chile para chegar na Fase de Grupos. Em casa, venceu por 2 a 0. Fora, segurou um empate sem gols.

A delegação do Palmeiras embarcou para a cidade de Montevidéu, capital do Uruguai, na manhã desta segunda-feira, em um voo fretado pelo clube. Assim que chegar ao distrito uruguaio, o grupo alviverde pegará um ônibus para o hotel, que fica em Punta del Este, próximo ao local da partida desta terça-feira, diante do River Plate-URU.

Para o confronto, o técnico Marcelo Oliveira decidiu relacionar 20 jogadores. As principais novidades são as voltas dos atletas que foram poupados do jogo do último sábado, contra o Linense, pelo Campeonato Paulista, como os laterais Lucas e Zé Roberto, o zagueiro Roger Carvalho, os volantes Arouca e Jean e os atacantes Dudu, Lucas Barrios e Gabriel Jesus.

“Seria importante pelo momento que eu vivo no clube e pela minha identificação, que foi muito rápida. Não demorou nem seis meses para a torcida gritar: ‘Au, au, au… O Zé Roberto é Animal’. Isso não é normal, a gente não ouve sempre por aí. Por mais que eu procure retribuir a cada jogo, um título sempre é diferente, ainda mais um tão expressivo como o da Libertadores”, falou o meia e lateral-esquerdo, que, apesar de já estar próximo de deixar o futebol, ainda se sente muito bem fisicamente.

De acordo com Zé Roberto, a conquista do principal título da América do Sul seria, de fato, uma coroação por tudo o que ele viveu no time palestrino desde a sua chegada, em 2015.

“Eu brinquei que poderia jogar até os 50 anos, e eu poderia mesmo. Sempre me cuidei, mas acho que o calendário no Brasil fez com que eu pensasse em jogar somente neste ano”, revelou. “A minha condição física me surpreende a cada dia porque eu nunca imaginei que eu jogaria com 41 anos, prestes a completar 42. É claro que me preparei para isso, desde novo, quando tomei conhecimento que o meu corpo era o meu instrumento de trabalho, eu passei a me cuidar. Hoje, eu estou usufruindo disso. Eu nunca tive vícios e sempre cuidei da minha alimentação, e claro que a minha genética ajuda muito também. Mas também não posso deixar de falar da paixão, afinal quando eu era criança eu sempre sonhei em ser jogador de futebol, e este amor ainda continua ardendo dentro de mim”, afirmou o palmeirense.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia