Faltam 18 dias: Copa de 2026 terá divisão inédita de transmissões entre plataformas
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 25 de maio de 2026 às 17:17 | Atualizado há 2 meses
Copa do Mundo de 2026 terá transmissões divididas entre TV e plataformas digitais | Foto: Reprodução
Faltando 18 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, o DM Online segue com sua série especial de contagem regressiva para o maior torneio de futebol do planeta. Nesta edição, o destaque é a revolução nas transmissões do Mundial, que terá jogos divididos entre TV aberta, TV fechada, streaming e plataformas digitais pela primeira vez no Brasil.
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o Mundial de 2026 começa em 11 de junho e marcará a maior edição da história do torneio, com 48 seleções participantes e 104 partidas disputadas. No Brasil, o Mundial também ficará marcado por uma transformação inédita na forma de transmissão dos jogos, com os direitos divididos entre TV aberta, TV fechada, streaming e plataformas digitais.
Pela primeira vez em décadas, o torcedor brasileiro precisará acompanhar diferentes canais e serviços para assistir às partidas. A disputa pela audiência envolve empresas tradicionais e novas plataformas digitais, refletindo mudanças no consumo esportivo e no comportamento do público.
Globo mantém protagonismo, mas perde domínio absoluto

O Grupo Globo continuará sendo um dos principais responsáveis pela cobertura da Copa, porém sem a exclusividade que marcou edições anteriores do torneio. O acordo firmado pela empresa garante a transmissão de cerca de metade das partidas, distribuídas entre a TV Globo, SporTV, Globoplay e GeTV.
Na TV por assinatura, o SporTV anunciou cobertura ampliada e transmissão de 55 jogos em resolução 4K, além de programas especiais de análise antes e depois das partidas. Apesar da estrutura robusta montada para o Mundial, a emissora deixa de concentrar sozinha toda a audiência da competição.
CazéTV amplia espaço do streaming na Copa

Entre as principais novidades está o crescimento do streaming esportivo. A CazéTV garantiu os direitos de transmissão de todas as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026 no Brasil, tornando-se a plataforma com a cobertura mais completa do torneio.
As transmissões serão gratuitas no YouTube e contarão com sinal em 4K. O modelo reforça a mudança do consumo televisivo tradicional para o ambiente digital, principalmente entre o público mais jovem, acostumado a acompanhar conteúdos por redes sociais, cortes de vídeo e transmissões online.
SBT retorna às transmissões do Mundial

Após quase três décadas fora das transmissões de Copas do Mundo, o SBT voltará a exibir jogos do torneio. A emissora firmou parceria com a N Sports para transmitir 32 partidas ao vivo, incluindo todos os jogos da Seleção Brasileira, independentemente da fase alcançada pela equipe.
O retorno do canal representa uma quebra no domínio histórico da Globo nas transmissões em TV aberta e amplia a concorrência pela audiência durante os horários de maior alcance comercial.
Globo aposta em linguagem digital com a GeTV

Como resposta ao crescimento das transmissões online, a Globo criou a GeTV, plataforma voltada ao público digital e inspirada em formatos mais descontraídos de cobertura esportiva.
O canal exibirá 32 partidas por meio do Globoplay e terá programação própria durante toda a competição. Por questões contratuais, a Globo não poderá retransmitir esse conteúdo no YouTube, já que a plataforma possui exclusividade digital da CazéTV no país.
Torcedor precisará dividir atenção entre plataformas
Com a fragmentação dos direitos de transmissão, acompanhar a Copa exigirá atenção às diferentes plataformas disponíveis. Na TV aberta, os jogos ficarão divididos entre Globo e SBT. Já a TV fechada contará com SporTV e N Sports.
No ambiente digital, as transmissões serão distribuídas entre Globoplay, GeTV e o canal da CazéTV no YouTube. A divisão representa uma mudança importante no modelo tradicional de consumo do Mundial no Brasil.
Copa de 2026 amplia disputa por audiência digital
Além das transmissões ao vivo, a Copa também movimentará uma intensa disputa por audiência nas redes sociais e plataformas digitais. O Grupo Globo anunciou uma operação com mais de mil horas de conteúdo ao vivo e uma equipe superior a 500 profissionais, incluindo enviados especiais aos países-sede.
Enquanto isso, empresas concorrentes apostam em formatos curtos, interações com influenciadores e conteúdos voltados para engajamento contínuo do público. A edição de 2026 consolida a Copa do Mundo não apenas como um evento esportivo, mas também como um dos maiores produtos multiplataforma do mercado de mídia global.