Esportes

Federação inglesa irá investigar concessão do mundial

Redação DM

Publicado em 29 de outubro de 2015 às 01:03 | Atualizado há 11 anos

O presidente da Federação Inglesa de Futebol, Greg Dyke, informou ontem que pretende investigar a escolha da Rússia como sede da próxima Copa, após o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmar que houve um acordo para que a Rússia fosse escolhida como sede.

A Inglaterra era um dos países que aspiravam sediar o Mundial-2018.

“Em 2010, tomamos uma decisão dupla: entramos em acordo para ir à Rússia (…) e, em 2022, voltaríamos aos Estados Unidos. Assim, teríamos os Mundiais nas duas maiores potências”, declarou Blatter em entrevista à agência russa Tass.

No fim, houve manobras políticas que levaram a Copa do Mundo-2022 ao Catar, segundo Blatter.

“Não há nada que Blatter possa dizer que me surpreenda. Se ele disse ‘Queríamos a Rússia’, temos a impressão que ele queria que tudo estivesse acertado antes da votação, isso dá a entender então que já estava negociado”, acusou Dyke.

“Vamos estudar em detalhe o que disse Blatter. Suponho que sua resposta será que foi mal interpretado. Se ele realmente disse isso, então temos material para investigar”, completou. A Federação Inglesa gastou 29,1 milhões de euros para organizar e apresentar sua candidatura, dos quais 2,9 milhões foram oriundos de dinheiro público. Em 2 de dezembro de 2010, o Comitê Executivo da Fifa atribuiu às sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia