IHGG vai lutar pela criação do Museu do Futebol e já cria grupo de trabalho
Redação
Publicado em 6 de março de 2026 às 19:16 | Atualizado há 3 meses
Reunião contou com participação dos jogadores Lincoln e Macalé, e o apresentador de TV João Alves Filho, conhecido como Malandrinho
O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) promoveu na manhã desta sexta-feira (06/03), em seu auditório, um debate e lançamento de livros sobre os quatro clubes de futebol de Goiânia. O evento, com momentos emocionantes, oportunizou o surgimento da ideia de criação de um Museu do Futebol na cidade. A proposta recebeu apoio imediato do próprio IHGG, com o presidente Jales Guedes Coelho Mendonça propondo a formação de um grupo de trabalho com indicação de diversas entidades empresariais, profissionais e públicas para as providências necessárias.
O evento marcou a história do Instituto, que existe há mais de 90 anos como guardião da memória goiana. O IHGG ocupou seu espaço no incentivo e na promoção da cultura na cidade e exerceu importante protagonismo na construção da história de Goiás.
A reunião memorável contou com grande participação de jogadores que escreveram belas histórias em suas jornadas, como Lincoln e Macalé. Muitos atletas da velha guarda compareceram e receberam aplausos. Dirigentes de clubes, empresários do setor, torcedores e profissionais de outras áreas também marcaram presença, como o apresentador de TV João Alves Filho, conhecido como Malandrinho.
Outro destaque do encontro incluiu a reativação da luta pela valorização do trabalho de formação das categorias de base das equipes. A ação, onde surgem os grandes jogadores, tem ficado em segundo plano nos times goianos segundo os participantes do debate.
A proposta apresentada por muitos e referendada por todos deve mobilizar os diversos setores em sua viabilização. O Estádio Serra Dourada, palco de grandes disputas, já foi indicado como local para abrigar o museu. O espaço passa por mudanças, inclusive no sistema de gestão. O presidente do IHGG, Jales Mendonça, que coordenou o evento, relatou recente visita a São Paulo, quando esteve em todos os clubes com estádios e observou a preocupação de todos com a memória do futebol.
Foram lançados os livros: “Atlético, Campinas e Accioly – Memórias da Força Quente de um Dragão”, organizado por Paulo Winicius Maskote e professores Horieste Gomes e Ângela Mascarenhas; “Memórias em Preto e Branco (1936-1974)”, sobre o Goiânia Esporte Clube, de Djalma Oliveira de Souza; “Verde que te quero verde”, sobre o Goiás Esporte Clube, de Hélio Rocha, representado pelo filho Bruno Rocha; e “Vila Nova — O Time do Povo e da Virada”, de Renato Dias.
O professor Fábio Santa Cruz também falou durante o evento, autor do livro “Futebol no Centro-Oeste: dos primórdios ao profissionalismo, 1905-2018”, lançado em 2020 como resultado de pesquisa com apoio da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A obra, com 228 páginas, conta a história do futebol na região, que teve início em 1905 com o padre Malan em Cuiabá e 1907 com o pastor Mac-Intyre e o estudante Walter Sócrates do Nascimento na cidade de Goiás.
Foto: Lays Carvalho de Araújo