Lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo
Redação
Publicado em 17 de abril de 2026 às 16:57 | Atualizado há 2 meses
Oscar enfrentava tumor desde 2011
O mundo do basquete perdeu, nesta sexta-feira (17/04), uma de suas maiores referências históricas. Aos 68 anos, morreu Oscar Schmidt, considerado o maior jogador da história do basquete brasileiro e um dos maiores nomes já produzidos pela América do Sul. Ícone do esporte mundial, o “Mão Santa” passou mal, recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.
Dono de uma trajetória extraordinária, Oscar construiu carreira marcada por recordes, liderança e protagonismo em competições internacionais, tornando-se símbolo do basquete nacional e inspiração para gerações de atletas. Reconhecido pela impressionante capacidade de pontuar e pela fidelidade à Seleção Brasileira, consolidou legado que ultrapassa quadras e estatísticas e permanece como referência permanente na história do esporte.

Nascido em Natal, o “Mão Santa” construiu números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional. Oscar é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Ele também é o segundo maior pontuador da história do basquete mundial, com 49.737 pontos, atrás apenas de LeBron James.

Oscar participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Em Seul 1988, anotou 55 pontos contra a Espanha, recorde em uma única partida no torneio. O “Mão Santa” foi diversas vezes o cestinha da competição.
Pela Seleção Brasileira, o momento mais emblemático veio no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Oscar liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição.

Oscar conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas. Encerrou sua trajetória com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção brasileira, entre 1977 e 1996.
Foto: Site Oscar Schmidt