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Noite de champagne

Redação DM

Publicado em 8 de julho de 2016 às 02:57 | Atualizado há 10 anos

Um lan­ce ba­nal de­fi­ni­ria a va­ga da Fran­ça pa­ra a fi­nal des­ta Eu­ro­co­pa se não fos­se a óti­ma fa­se do ata­can­te Gri­ez­mann e a boa or­ga­ni­za­ção de­fen­si­va dos Bleus du­ran­te os 90 mi­nu­tos. Ontem, em Mar­se­lha, pe­la se­mi­fi­nal da Eu­ro­co­pa, a se­le­ção an­fi­triã abriu o pla­car em um pê­nal­ti con­tro­ver­so e am­pliou por­que sou­be apro­vei­tar as opor­tu­ni­da­des. No du­e­lo en­tre os ti­mes fa­vo­ri­tos ao tí­tu­lo, vi­tó­ria dos azu­is so­bre a Ale­ma­nha por 2 a 0 e va­ga con­fir­ma­da na fi­nal do tor­neio, no pró­xi­mo do­min­go, con­tra Por­tu­gal, no Sta­de de Fran­ce.

A Fran­ça es­bo­çou uma pres­são nos pri­mei­ros mi­nu­tos do clás­si­co. Gri­ez­mann fez Neu­er sal­var a Ale­ma­nha com a pon­ta dos de­dos. O pú­bli­co se em­pol­gou, mas a se­le­ção an­fi­triã foi se dei­xan­do le­var pe­lo do­mí­nio ger­mâ­ni­co, es­pe­ran­do ape­nas os con­tra-ata­ques. No me­lhor de­les, ela­bo­ra­do por uma fa­lha ad­ver­sá­ria, Gi­roud foi tra­va­do por Höwe­des na ho­ra do ar­re­ma­te.

A Ale­ma­nha mos­trou o car­tão de vi­si­tas. A atu­al cam­peã do mun­do tro­cou pas­ses, mo­vi­men­tou bem o ata­que e pas­sou a con­clu­ir mui­to mais. O go­lei­ro Llo­ris te­ve tra­ba­lho pa­ra man­ter o pla­car em bran­co.

No úl­ti­mo mi­nu­to da eta­pa ini­ci­al, Schweins­tei­ger aca­bou to­can­do a mão na bo­la em uma di­vi­di­da pe­lo al­to com Evra. O ár­bi­tro mar­cou pê­nal­ti, con­ver­ti­do por Gri­ez­mann.

De­sa­cos­tu­ma­da a fi­car atrás no mar­ca­dor du­ran­te a edi­ção atu­al da Eu­ro­co­pa, a Ale­ma­nha man­te­ve-se fi­el ao es­ti­lo de tro­ca de pas­ses, con­tu­do, en­con­trou di­fi­cul­da­des pa­ra se apro­xi­mar do gol ad­ver­sá­rio. Sem mui­tas op­ções por con­ta de le­sões, o téc­ni­co Jo­a­chim Löw co­lo­cou o meia Göt­ze no lu­gar do vo­lan­te Can pa­ra tor­nar a equi­pe ain­da mais agres­si­va.

A se­le­ção fran­ce­sa, mes­mo atrás, pas­sou a gos­tar mais do jo­go. Em res­pos­ta à al­te­ra­ção da Ale­ma­nha, Di­der Des­champs lan­çou o vo­lan­te Kan­te no lu­gar do meia Payet. Ins­tan­tes de­pois, a si­tu­a­ção fi­cou ain­da mais con­for­tá­vel. Kim­mich er­rou feio e per­deu a bo­la pa­ra Pog­ba, que dei­xou Mus­ta­fi sem pai nem mãe e cru­zou. Neu­er deu um ta­pi­nha na bo­la. A so­bra fi­cou com Gri­ez­mann. E o ar­ti­lhei­ro da Eu­ro­co­pa não per­do­ou: 2 a 0.

As chan­ces que a Ale­ma­nha não cri­a­va co­me­ça­ram a apa­re­cer de­pois do se­gun­do gol ad­ver­sá­rio. Te­ve bo­la na tra­ve, ou­tra que pas­sou ras­pan­do, uma de­fe­sa mi­la­gro­sa de Llo­ris e ou­tros lan­ces pe­ri­go­sos. Mas era tar­de. Os fran­ces­es já fa­zi­am a fes­ta no Vé­lo­dro­me.

 


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