O peso da invencibilidade
Redação DM
Publicado em 2 de março de 2016 às 00:55 | Atualizado há 10 anosO Atlético é o time a ser batido no futebol goiano. Para quem duvida, a resposta está nos resultados da equipes dentro de campo. Se o Dragão não mostra o futebol de um carrossel holandês, pouco importa. Wagner Lopes mostra competência para fazer do rubro-negro um time consistente e com boa perspectiva de crescimento durante a temporada. Prova disso é que poucos times do futebol nacional têm conseguido uma boa empreitada nesse início de 2016.
Alguns exemplos estão colocados. O Corinthians, atual campeão brasileiro, não tem mostrado grande futebol, porém tem vencido partidas mesmo com debandada de atletas para o futebol chinês. O Vasco da Gama caiu para a segunda divisão, entretanto, comissão técnica e base do time foram mantidas e os resultados têm mostrado um cruzmaltino muito acima dos rivais no Campeonato Carioca. O Botafogo também não perdeu. O São Bento, no Paulista, e o São José, no Rio Grande do Sul, também aparecem como surpresas.
Ao lado deles, o Atlético Goianiense. Além dos jogos sem perder, a equipe rubro-negra aparece como segundo melhor ataque do Goianão com 12 gols marcados. Além disso, a defesa está ainda melhor com apenas três gols sofridos nos oito jogos. A principal peça desse sistema defensivo é o goleiro Márcio, ídolo rubro-negro histórico. O camisa 1 comentou se existe ou não peso por ser uma das poucas equipes invictas em 2016:
“Esses nossos jogos sem perder devem ser tratados com muita naturalidade. É claro que existe um peso, mas esse peso é melhor que o de estar perdendo muitas partidas. Como nós estamos tratando jogo após jogo, a invencibilidade é algo que nos deixa feliz e com mais vontade de ganhar o próximo jogo. Isso só prova que o trabalho do Atlético está sendo bem feito, com seriedade e união entre todos do elenco, comissão técnica e diretoria”, destacou o arqueiro rubro-negro.
Se no ano passado a equipe teve um ano cheio de incertezas e campanhas instáveis no estadual e Brasileiro Série B, 2016 tende a ser diferente. Márcio confia no rubro-negro forte em todas as competições: “Tem muita equipe boa que vai jogar a Série B, está bem nos estaduais. Colocado isso, eu vejo o Atlético como um dos postulantes ao acesso deste ano. O que determina se vamos subir ou não são outras coisas. A campanha no Goianão nos dá uma boa perspectiva, se fosse hoje, com certeza seríamos favoritos. Mas agora é hora de pensar no estadual e em conquistar esse título”, ressaltou.
Com mais de 10 anos no Atlético, o goleiro rubro-negro ainda não pensa na aposentadoria: “Sinceramente, eu não penso agora em parar. Não vai ser eu quem vai deixar o futebol, é o futebol quem vai me deixar. Enquanto eu me sentir bem e, principalmente, enquanto e ver que meu corpo consegue jogar em alto nível, eu não pretendo parar. Ainda posso dar muito ao Atlético e só penso nisso no momento. Como a posição de goleiro tende a ser mais longa, talvez lá pelos 40 anos pode ser que eu termine, mas ainda está longe”, finalizou Márcio.