Esportes

Paciência chegou ao fim

Redação DM

Publicado em 3 de junho de 2017 às 02:01 | Atualizado há 9 anos

“Não há bem que sempre dure e não há mal que não se acabe”. Esse ditado popular brasileiro representa muito bem o ciclo da vida e por isso também entra perfeitamente no futebol. Que torcedor atleticano diria em sua vida que houve ano melhor que 2016? O clube ganhou com sobras o inédito título do Campeonato Brasileiro Série B, jogando um futebol vistoso, envolvente e ofensivo. Parecia que duraria para sempre, ou pelo menos poderia durar para sempre no imaginário do torcedor.

Pois bem. Não durou. E agora é o período das vacas magras que perdura. Literalmente na metade da temporada, o Atlético não conquistou duas vitórias consecutivas ainda. Não pontuou no Brasileirão e foi eliminado de primeira na Copa do Brasil. Além de tudo, o desempenho do time é péssimo. A somatória de tudo isso acabou com a paciência do diretor de Futebol, Adson Batista, que soltou o verbo e colocou em xeque o emprego de muita gente.

“Ninguém pode reclamar de falta de paciência no Atlético-GO. O clube tem tido toda a paciência do mundo. Não foi bem no Campeonato Goiano. A gente tinha um grupo que poderia ter feito um trabalho melhor. Não tem paciência. Paciência é jogo, e jogo com os resultados acontecendo. Não temos mais margem para sermos desmoralizados e para fazer partidas pífias. Temos que somar pontos”, disse o diretor.

Até o trabalho de Marcelo Cabo corre perigo. No clube desde o ano passado, somente Dorival Júnior, no Santos, ocupa o cargo de treinador no mesmo time há tanto tempo em um dos 20 clubes da primeira divisão.

“O futebol está muito igual. Todo mundo estuda todo mundo. Taticamente as equipes estão bem montadas. Somos o único time que ainda não somou pontos. Foram três derrotas. É muita coisa. Jogar bem é importante, mas o mais importante é pontuar e que o Atlético-GO esteja junto com todos os clubes”, ressaltou Adson Batista.

Nesta segunda-feira o Dragão encara o Bahia na Fonte Nova e depois volta para Goiânia para receber a Ponte Preta. Jogos decisivos no futuro do clube para o campeonato e para os funcionários do clube em relação aos seus empregos.

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