Esportes

Se esquivou

Redação DM

Publicado em 20 de setembro de 2016 às 02:12 | Atualizado há 10 anos

Rafael Nadal voltou a responder acusações de que teria feito uso de substâncias proibidas para melhorar seu desempenho nas quadras. Depois de ter seu nome incluido na lista da Agência Mundial de Antidoping (Wada, na sigla em inglês), vazada por um grupo de hackers, o tenista espanhol garantiu que nunca se dopou.

“Quando você pede permissão para tomar algo por motivos terapêuticos e te dão, então você não está tomando nada proibido. Não é notícia, não há porque se fazer demagogia”, declarou o atleta em evento de um de seus patrocinadores, na Espanha.

Nos documentos vazados nesta segunda-feira pelo grupo de hackers russos Fancy Bears, Rafael Nadal apareceu em dois certificados de uso terapêutico autorizado, em 2009 e em 2012, quando obteve permissão para utilizar as substâncias betametasona e corticotropina, respectivamente. O tenista negou que tenha usado tais substâncias para otimizar seu rendimento.

“Nunca tomei nada que melhorasse meu rendimento, jamais. Se tomei essas substâncias, foi porque os médicos acreditavam que era o melhor para meu joelho. O esporte não apenas tem que ser limpo, como deve parecer limpo. Não podemos falhar diante de pessoas que nos tomam como exemplo. Temos de ser exemplos positivos, não negativos ou duvidosos”, disse.

Além de refutar a acusação de doping, Nadal sugeriu uma mudança no processo do controle de doping. Para o atleta espanhol, seria melhor se os resultados dos exames fossem tornados públicos e fossem facilmente acessíveis.

“Seria muito mais benéfico aos esportistas, aos espectadores e aos meios de comunicação que, se a cada vez que se fizesse um controle antidoping, essa notícia fosse publicada e duas semanas depois viessem os resultados. Assim se resolveria o problema. O esporte tem que dar um passo à frente e ser totalmente transparente. Tenho dito isso há anos”, completou.

As informações na lista vazada acusam para o uso de substâncias feitas por Nadal e que seriam ilegais segundo as normas de antidoping. Em 2009, o tenista teria usado betametasona e, em 2012, corticotropina, ambos para uso terapêutico.

Outro atleta na relação que teria feito uso de substâncias irregulares é o velocista Mo Farah, do Reino Unido, que teria recebido autorização para usar triancinolona. Na última semana, também foi revelado que a ginasta Simone Biles já fez uso de substância proibida pelo Código Mundial Antidopagem.

A acusação do grupo de hackers que vem invadindo os sistemas da Wada para vazar os documentos é de que o órgão escondeu do público os usos ilícitos, por parte de diversos atletas, de substâncias de acusam doping. A entidade chegou a pedir apoio do governo russo para lidar com os criminosos virtuais.

 


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