Verbo solto
Redação DM
Publicado em 23 de março de 2016 às 01:33 | Atualizado há 10 anos
Enquanto Wagner Lopes comandava o treino atleticano, no campo 1 do CCT do Setor Urias Magalhães, Adson Batista concedeu entrevista e não mediu palavras. O diretor atleticano falou de tudo, do clássico contra o Vila Nova à situação dos estádios Antônio Accioly, Olímpico e Serra Dourada. Por fim, o trabalho de Lopes à frente do clube também foi ressaltado.
Primeiro, o clássico contra o Vila Nova. As equipes não se enfrentam há dois anos e o diretor de futebol comentou o reencontro. “Nossa situação é melhor que a do nosso rival, eu não posso negar. Porém, isso não faz do Atlético o favorito para o jogo. O Vila Nova tem profissionais que podem fazer o time mudar a atitude, principalmente para um clássico. O que nós temos que fazer é manter o foco no trabalho aqui dentro para tentar vencer o jogo. Respeitamos muito o Vila e vamos buscar a vitória dentro de campo”, destacou Adson Batista.
Com trabalho consistente dentro do Atlético, Wagner Lopes é querido por todos no rubro-negro. Prova disso são as palavras de Adson. “Eu respeito demais o Wagner Lopes. É um profissional que vive o Atlético, está aqui sempre, desde o primeiro momento de seu retorno. Não só os jogadores gostam dele, todos aqui querem o bem do Wagner. Com certeza com um título, com acesso, a carreira dele tem tudo para se consolidar ainda mais. Espero que essa parceria possa continuar por muito tempo”, ressaltou.
Mudando o foco do assunto, Batista também falou da dificuldade de usar o Estádio Antônio Accioly esse ano e a vontade de fazer do Estádio Olímpico a casa rubro-negra em 2016. “Jogar no Accioly e no Olímpico seria maravilhoso. O sonho do atleticano é jogar em Campinas, mas temos que respeitar as determinações da CBF. Por outro lado, o Olímpico tem sido uma situação complicada, eu não consigo ver o poder público e político do nosso Estado querendo ajudar o principal esporte do País, que é o futebol. Nossa intenção é usar o Olímpico no segundo semestre e vamos tentar o máximo possível. Os três clubes que vão jogar a Série B precisam exigir o uso do estádio. Espero que o Atlético consiga usufruir desse estádio”, afirmou Adson Batista.
Por fim, as críticas ao Serra Dourada e às autoridades que cuidam do futebol goiano não cessaram. “Eu vejo que o Serra Dourada ficou para trás. Nós perdemos a Copa do Mundo, que seria uma chance de ouro para modernizar o nosso futebol. Em Goiás tem futebol, em outros Estados isso não acontece. O nível do futebol cresce quando o torcedor é bem tratado, quando o estádio é bom e bonito. O Serra Dourada não consegue dar isso ao torcedor, infelizmente. Agora, seria uma boa hora para termos outras opções e outros campos para atuar”, finalizou o diretor de futebol.
Dentro de campo, a equipe segue se preparando para o duelo diante do Vila Nova. O Atlético encara o Tigrão no Estádio Serra Dourada, no próximo domingo (27), às 16h. O rubro-negro é o líder do Grupo B do Campeonato Goiano, com 21 pontos ganhos.