Esportes

Voltando ao protagonismo

Redação DM

Publicado em 8 de julho de 2018 às 00:43 | Atualizado há 8 anos

A Inglaterra está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 28 anos. Marcada por muitas frustrações de esquadrões com jogadores de renome, a humilde equipe inglesa, se comparada às anteriores, pas­sou pela Suécia, nas quartas de fi­nal do torneio, vencendo por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo za­gueiro Maguire e o meia Dele Alli.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repe­tindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal.

O time agora encara a Croá­cia, que derrotou a Rússia nos pênaltis após empate por 2 a 2 entre tempo normal e prorroga­ção. O encontro que definirá um finalista está marcado para a ci­dade de Moscou, na quarta-fei­ra (11), às 15h (horário de Brasí­lia), no estádio Luzhniki.

O JOGO

A Inglaterra fez talvez o seu me­lhor primeiro tempo na Copa do Mundo diante dos suecos. Bem postada defensivamente, a equi­pe sofreu apenas um susto, quan­do Claesson arriscou de longe e mandou a bola por cima do gol de Pickford. Depois disso, o domínio foi total por parte dos britânicos.

O lance que começou a tradu­zir o domínio em oportunidades de gol veio quando Sterling brigou pela bola coma a defesa e aca­bou ajeitando para Kane. De fora da área, o camisa 9 chutou forte e mandou a bola à esquerda do gol de Olsen. Foi o primeiro chu­te do artilheiro da Copa que não terminou em gol.

Sem deixar os suecos saírem do seu campo de defesa, a Ingla­terra não tardou a conseguir abrir o placar. E no melhor jeito inglês. Ashley Young cobrou escanteio na marca do pênalti e o impres­sionante jogo aéreo de Maguire voltou a dar suas caras: o zaguei­ro ganhou fácil de Forsberg e ca­beceou sem chances para Olsen.

O gol bagunçou a até então organizada Suécia, que passou a dar mais espaço na sua defe­sa. Sterling saiu livre duas vezes nas costas da defesa. Impedido na primeira, ele foi bem na se­gunda ao dominar lançamento de Henderson, tentou driblar Ol­sen e foi desarmado parcialmen­te pelo arqueiro. Depois, teve a chance de rolar para Kane, mas buscou o lance individual e foi travado na hora do chute.

Depois das diversas oportu­nidades desperdiçadas na etapa inicial, a Inglaterra quase foi pe­nalizada no primeiro minuto do segundo tempo. Após cruzamen­to da esquerda, Berg subiu mais alto do que Young e cabeceou for­te, no canto, mas parou em gran­de defesa de Pickford.

Talvez pelo susto, a Inglater­ra não demorou a transformar seu domínio em uma vantagem maior. Depois de a bola ronda a área sueca, Henderson cruzou na segunda trave e três ingleses apareceram livres. Coube a Dele Alli, mais bem posicionado, tes­tar para vencer Olsen e abrir 2 a 0.

Os ingleses pareceram rela­xar com o segundo tento e qua­se foram surpreendidos com a jogada plasticamente mais bo­nita da partida. Claesson pe­dalou para cima da marcação e passou por Young. O meia, então, abriu para Toivonen, que cruzou rasteiro para Berg. O centroavante só rolou para Claesson, na marca do pênalti, chutar rasteiro e parar em outra ótima intervenção de Pickford.

Os suecos seguiram tentando ameaçar na base da pressão, mas não conseguiram construir ou­tra chance daquela. Com o con­tra-ataque à disposição, Kane segurou bem a bola e distribuiu  para Sterling e Lingard. Os com­panheiros, no entanto, não con­seguiram consagrar a boa parti­da do centroavante.


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