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Entregadora grávida passa por cirurgia intrauterina para salvar bebê em Goiânia

Redação Online

Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 19:14 | Atualizado há 6 meses

Mesmo diante do diagnóstico, Flaviana manteve o trabalho como entregadora por aplicativo
Mesmo diante do diagnóstico, Flaviana manteve o trabalho como entregadora por aplicativo

A entregadora por aplicativo Flaviana Magda Santos Silva, moradora de Goiânia, será submetida neste sábado (20/12) a uma cirurgia intrauterina no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG). Grávida de sete meses, ela enfrenta uma gestação de alto risco após o diagnóstico de uma grave malformação cerebral em sua filha, Luna Vitória.

Durante exames pré-natais, médicos identificaram ventriculomegalia bilateral acentuada, condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido nos ventrículos cerebrais do feto. Para conter a progressão da hidrocefalia antes do nascimento, a equipe médica decidiu implantar um shunt, dispositivo que drena o líquido e reduz a pressão no cérebro da bebê.

A cirurgia ficará sob responsabilidade do Ambulatório de Malformados do HC-UFG. Segundo os especialistas, a intervenção é decisiva para ampliar as chances de desenvolvimento neurológico da criança e evitar sequelas mais graves após o parto.

Mesmo diante do diagnóstico, Flaviana manteve o trabalho como entregadora por aplicativo para garantir o sustento da família. Ela cria sozinha duas filhas pequenas e depende exclusivamente da renda das entregas para arcar com aluguel, alimentação e despesas básicas.

Sem familiares na capital, já que os pais vivem no Tocantins, Flaviana relata não contar com apoio próximo. O pai da bebê passou a pagar pensão recentemente, mas o valor não cobre os custos frequentes com exames e medicamentos, necessários a cada 15 dias.

Após a cirurgia, a entregadora precisará interromper totalmente as atividades profissionais. Por orientação médica, o pós-operatório exige repouso absoluto, o que deve comprometer diretamente a renda da família nos próximos meses.

A expectativa da equipe médica é que a cirurgia contenha o avanço da hidrocefalia e proporcione melhores condições de vida para Luna Vitória após o nascimento, ao oferecer à criança a possibilidade de um futuro com mais qualidade e desenvolvimento.

Foto: Arquivo Pessoal

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