Internacional

Após barrar missa, Israel fecha acordo e define regras para celebrações da Páscoa

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 30 de março de 2026 às 14:38 | Atualizado há 4 meses

Medidas de segurança impactam acesso de fiéis ao Santo Sepulcro durante a Semana Santa | Foto: Ammar Awad/Reuters
Medidas de segurança impactam acesso de fiéis ao Santo Sepulcro durante a Semana Santa | Foto: Ammar Awad/Reuters

O governo de Israel informou nesta segunda-feira (30) que chegou a um entendimento com lideranças da Igreja Católica após a polêmica envolvendo a suspensão da missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. O episódio, considerado incomum pela própria comunidade religiosa, gerou reação imediata de autoridades e fiéis em diferentes países.

O acordo foi firmado entre a polícia israelense e o patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e define como serão realizadas as celebrações da Páscoa, período central para o cristianismo. Segundo as autoridades, os eventos ocorrerão com limitações de público e adaptações no formato, em razão do atual cenário de segurança.

Celebrações terão restrições por questões de segurança

De acordo com o governo israelense, as medidas estão relacionadas à operação militar em andamento na região e têm como foco evitar riscos à população. Cerimônias tradicionais, como a do Fogo Sagrado, devem ser mantidas, mas com participação reduzida. A justificativa inclui ainda os impactos de ataques recentes que atingiram áreas próximas à Cidade Velha de Jerusalém.

A adoção dessas restrições ocorre após a interrupção da celebração de Domingo de Ramos, quando autoridades impediram a entrada de lideranças religiosas no Santo Sepulcro, considerado um dos locais mais importantes da fé cristã. A decisão levou à suspensão da cerimônia e foi classificada como um fato raro na história recente.

Em posicionamento conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa afirmaram que religiosos foram barrados ainda no trajeto até a igreja e obrigados a retornar. As instituições criticaram a medida e apontaram falta de sensibilidade com os fiéis, especialmente durante a Semana Santa.

A repercussão foi além do meio religioso e chegou à esfera diplomática. O Vaticano e governos europeus manifestaram preocupação com o episódio, enquanto o Brasil também se pronunciou oficialmente. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) avaliou que a decisão representa uma violação da liberdade religiosa e do acesso a locais sagrados.

O Itamaraty ainda mencionou posicionamento da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a situação nos territórios palestinos, reforçando críticas à atuação de Israel em áreas como Jerusalém Oriental.

O caso ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, contexto que tem levado o governo israelense a reforçar medidas de segurança.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia