Internacional

Colômbia chega ao quinto dia de buscas por sobreviventes após terremoto que matou 281

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 10:51 | Atualizado há 2 horas

Resgates entram no quinto dia após terremoto na Colômbia | Foto: Alexis Munera/Anadolu via Getty Images
Resgates entram no quinto dia após terremoto na Colômbia | Foto: Alexis Munera/Anadolu via Getty Images

A operação de resgate na Colômbia entrou nesta sexta-feira (14) em uma etapa ainda mais delicada. No quinto dia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país, equipes nacionais e estrangeiras continuam mobilizadas para localizar pessoas desaparecidas ou que possam estar sob os escombros.

O balanço mais recente do governo aponta 281 mortos e 3.971 feridos. Outras 379 pessoas seguem desaparecidas, segundo a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD).

Com o avanço do tempo, porém, as equipes passaram a enfrentar uma janela cada vez mais estreita para encontrar sobreviventes. As primeiras 72 horas depois de um terremoto são consideradas especialmente importantes para operações de busca em estruturas colapsadas.

Em Cali, uma das cidades mais atingidas, os trabalhos começaram a mudar de foco em alguns pontos. Além da procura por vítimas e sobreviventes, os profissionais passaram a atuar na retirada de grandes volumes de entulho e na avaliação das estruturas danificadas.

Apesar da redução das chances de encontrar pessoas vivas, as autoridades afirmam que a procura pelos desaparecidos continuará. O governo também conta com equipes internacionais especializadas em operações de resgate em espaços confinados.

Tragédia deixou 281 mortos e centenas de desaparecidos | Foto: Reprodução


Destruição atinge quase 80 mil imóveis

A dimensão dos estragos também começa a ficar mais clara. Dados da UNGRD indicam que 10.677 casas foram completamente destruídas, enquanto outras 65.841 sofreram algum tipo de dano.

O terremoto também provocou o colapso de 127 edifícios e afetou mais de 2 mil centros educacionais. Unidades de saúde e centros comunitários também foram atingidos, aumentando a pressão sobre os serviços essenciais durante a emergência.

Áreas isoladas enfrentam falta de serviços

Os desafios são ainda maiores em comunidades afastadas dos grandes centros. Equipes de ajuda humanitária relatam dificuldades para chegar a determinadas regiões, onde estradas e acessos foram prejudicados pelo desastre.

Em Buenaventura, por exemplo, alguns moradores só receberam auxílio na noite de quarta-feira (12). Em determinadas áreas, a própria população participou das buscas entre os destroços.

Além dos danos estruturais, comunidades enfrentam problemas no fornecimento de água, gás e eletricidade. A presença de grupos armados em alguns territórios também dificulta a circulação das equipes de emergência.

O governo colombiano afirma que segue recebendo apoio internacional, mas ressalta que os grupos estrangeiros enviados para atuar nos resgates precisam cumprir padrões reconhecidos de certificação.

Governo prepara reconstrução

Enquanto os trabalhos de emergência continuam, o governo já começou a discutir a reconstrução das áreas afetadas. O presidente Abelardo de la Espriella anunciou a intenção de envolver empresas privadas na recuperação do país.

A proposta inclui a criação de um fundo de reconstrução, que deverá concentrar recursos nacionais e internacionais destinados à recuperação de moradias, hospitais, escolas e infraestrutura.

O governo também pretende decretar estado de emergência econômica para facilitar a mobilização de recursos diante da dimensão dos prejuízos.

O terremoto se tornou um dos primeiros grandes desafios enfrentados por De la Espriella poucos dias depois de assumir a Presidência. Agora, além de conduzir as operações de resgate, o governo terá de administrar uma extensa fase de reconstrução e assistência às famílias afetadas.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia