Instrutor salta de avião durante voo de treinamento e aluna consegue pousar aeronave sozinha na Argentina
Léo Carvalho
Publicado em 8 de julho de 2026 às 10:55 | Atualizado há 1 hora
Aeronave de pequeno porte utilizada em voo de instrução na Argentina teve o pouso concluído com segurança após o salto do instrutor | Foto: Reprodução
Um voo de treinamento terminou em tragédia e mobilizou autoridades na Argentina no último sábado (4). O instrutor de voo Leandro Bertazzo, de 42 anos, abriu a porta da aeronave durante o percurso e saltou em pleno voo, deixando uma aluna de 22 anos sozinha na cabine. Apesar do choque, a estudante conseguiu controlar o avião e pousou com segurança após receber orientações da equipe em solo.
O caso ocorreu nas proximidades da cidade de Toledo, na província de Córdoba. O corpo do instrutor foi localizado posteriormente em uma área rural da região.
De acordo com Eduardo Alvarez, diretor da escola de aviação Flying Parrot Córdoba, momentos antes de saltar, Bertazzo teria dito à aluna: “Você sabe o que tem que fazer, siga em frente”. Em seguida, retirou os fones de ouvido, deixou o telefone celular e conseguiu abrir a porta da aeronave, uma ação considerada difícil devido à pressão do ar durante o voo.
Instrutor e aluna estavam a bordo de um Cessna C-150, aeronave de pequeno porte, voando a aproximadamente 250 metros de altitude. A estudante já possuía brevê, licença que autoriza a pilotagem de aeronaves, mas acumulava poucas horas de experiência prática e participava de uma sessão de aperfeiçoamento.

Mesmo emocionalmente abalada com a situação, ela manteve contato por rádio com a equipe da escola, recebeu instruções e conseguiu realizar o pouso sem registrar novos incidentes.
Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, Bertazzo havia buscado atendimento psiquiátrico antes do ocorrido, mas não comunicou a condição à escola onde trabalhava. O diretor da instituição afirmou que, no dia do incidente, o instrutor não apresentou comportamento que despertasse preocupação entre os colegas.
A única atitude considerada incomum foi o fato de ele pedir carona até o Aeroporto Coronel Olmedo. Habitualmente, o instrutor utilizava seu próprio carro para chegar ao trabalho. Ainda de acordo com a direção da escola, Bertazzo havia realizado outro voo de instrução normalmente na mesma manhã, antes do episódio.
Além da atuação como instrutor, ele também possuía experiência como piloto comercial.
A Justiça Federal de Córdoba abriu investigação para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar todos os fatos relacionados ao incidente.