Justiça dos EUA agenda julgamento de Nicolás Maduro para 1º de junho de 2027
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 22 de julho de 2026 às 14:55 | Atualizado há 2 horas
Nicolás Maduro permanece preso nos Estados Unidos enquanto aguarda o julgamento previsto para 2027 | Foto: Reprodução/X
O processo criminal contra o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos já tem data para começar. O juiz federal Alvin Hellerstein definiu, nesta quarta-feira (22), que o julgamento será iniciado em 1º de junho de 2027, durante uma audiência realizada em um tribunal federal de Nova York.
Leia também
Trump trata soberania do Brasil como “prática comercial desleal”, diz The Guardian
Maduro está preso desde janeiro deste ano ao lado da esposa, Cilia Flores. Os dois respondem a acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e de armas. Na primeira audiência após a prisão, ambos negaram todas as acusações apresentadas pela Promotoria dos Estados Unidos.
A sessão desta quarta-feira (22) teve caráter processual e foi destinada à definição do calendário da ação penal. Com a decisão do magistrado, o caso seguirá para as próximas etapas até a abertura do julgamento, prevista para junho de 2027.
Casal permanece preso enquanto processo avança na Justiça norte-americana
Segundo as autoridades norte-americanas, Maduro e Cilia Flores foram detidos durante uma operação militar realizada em 3 de janeiro, na Venezuela. Desde então, os dois permanecem custodiados no Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York, enquanto aguardam o andamento do processo judicial.
A acusação sustenta que o ex-presidente venezuelano comandou um esquema de narcoterrorismo e utilizou a estrutura do Estado para facilitar o envio de drogas e armamentos a organizações criminosas com atuação internacional. Cilia Flores também é apontada pelo Ministério Público norte-americano como integrante da organização investigada.
Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a chefia do governo venezuelano.
Pela dimensão política e pelas acusações apresentadas, o julgamento é considerado um dos casos criminais de maior repercussão envolvendo um ex-chefe de Estado estrangeiro na Justiça dos Estados Unidos e deve mobilizar atenção internacional ao longo da tramitação do processo.