Trump afirma que pediu à Fifa revisão de punição contra atacante dos Estados Unidos
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 6 de julho de 2026 às 15:26 | Atualizado há 1 hora
Presidente dos Estados Unidos confirmou contato com a Fifa após a expulsão de Balogun na Copa do Mundo | Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recorrido à Fifa em defesa de Folarin Balogun, atacante da seleção norte-americana. Nesta segunda-feira (6), o republicano contou que solicitou uma nova análise do caso envolvendo o jogador e também criticou a arbitragem do brasileiro Raphael Claus.
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Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que procurou representantes da entidade máxima do futebol por considerar injusta a decisão tomada contra Balogun. Segundo ele, o contato teve apenas o objetivo de pedir uma reavaliação do lance, sem qualquer tentativa de influenciar o julgamento.
“Eu pedi uma revisão porque não achei que foi falta. Apenas solicitei que analisassem novamente. Não disse à Fifa o que ela deveria fazer”, declarou o presidente.
Na mesma entrevista, Trump também colocou em dúvida a atuação de Raphael Claus, responsável por expulsar o atacante norte-americano. O republicano afirmou considerar a decisão “suspeita” e disse que o lance provocou surpresa entre quem acompanhava a partida, embora não tenha apresentado provas para sustentar a acusação.
Fifa liberou Balogun para atuar nas oitavas
Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, em 1º de julho, após uma entrada em Tarik Muharemovic. Pela regra da competição, o atacante deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte.
Mesmo assim, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu flexibilizar a punição e autorizou o jogador a enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A entidade informou que a decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite a suspensão total ou parcial de sanções esportivas em circunstâncias específicas.
A medida abriu um precedente histórico. Pela primeira vez desde 1962, um atleta impedido de atuar por suspensão foi liberado para disputar uma partida de Copa do Mundo.
Após o anúncio da Fifa, Trump voltou às redes sociais para comemorar a decisão. Em publicação, agradeceu à entidade e afirmou que a revisão corrigiu uma “grande injustiça”.
Decisão gera críticas e reacende debate sobre relação com Infantino
O episódio também colocou novamente em evidência a proximidade entre Donald Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Os dois mantêm uma relação próxima há alguns anos e já protagonizaram encontros públicos em diferentes ocasiões.
Em dezembro do ano passado, Infantino criou o chamado “Prêmio de Paz da Fifa” para homenagear o presidente norte-americano, após Trump declarar que considerava injusto nunca ter recebido o Prêmio Nobel da Paz.
A decisão de liberar Balogun também provocou reação da Uefa. A entidade europeia criticou a flexibilização da punição e classificou a medida como inédita, incompreensível e injustificável, ampliando o atrito com a Fifa sobre a condução do caso.