Trump evita comentar carta em que Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito do Brasil
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 29 de outubro de 2026 às 11:20 | Atualizado há 56 minutos
Flávio Bolsonaro publicou carta em que se declarou inicialmente “presidente eleito do Brasil” | Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar diretamente a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarou “presidente eleito do Brasil”. Questionado sobre o assunto nesta quarta-feira (28), o republicano afirmou que não pretende se envolver na situação, mas voltou a questionar a legitimidade das eleições brasileiras, que classificou como “muito estranhas”, sem apresentar provas de irregularidades.
A declaração ocorreu após Flávio modificar o conteúdo de uma carta publicada em seu perfil na rede social X. Na primeira versão, o senador se apresentou como “presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, divulgou uma nova redação, na qual retirou a expressão e passou a se definir como “líder do Brasil”.
No documento, o parlamentar também questionou o resultado das eleições brasileiras, mas não apresentou evidências que comprovassem as acusações. Trump, por sua vez, evitou comentar diretamente a atitude do senador, embora tenha voltado a levantar dúvidas sobre o processo eleitoral.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e viajou para os Estados Unidos
A polêmica também ocorre em meio a questões judiciais envolvendo o senador. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), passou pela Argentina e embarcou em um voo comercial com escala em Guayaquil, no Equador, antes de chegar a Miami, nos Estados Unidos.
A saída teria ocorrido após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada à apreensão dos passaportes do senador e à proibição de deixar o país. A medida teria sido solicitada pela Polícia Federal (PF), que apontou risco de fuga no contexto de investigações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. O senador tem questionado publicamente a legitimidade do processo eleitoral brasileiro, enquanto Trump também passou a levantar dúvidas sobre a votação.
Até o momento, o material apresentado não aponta provas que sustentem as acusações de fraude eleitoral ou demonstrem irregularidades capazes de alterar o resultado oficial.
Resultado eleitoral foi reconhecido por observadores internacionais
No segundo turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 48,21%, conforme os números informados no material original.
O resultado foi reconhecido pelas instituições eleitorais e por observadores internacionais. O processo foi acompanhado por missões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Centro Carter.
O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, também reconheceu a derrota, assim como o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa do senador, segundo as informações fornecidas.
Apesar dos questionamentos feitos por Flávio e Trump, o material apresentado não aponta evidências que comprovem fraude eleitoral capaz de invalidar o resultado oficial.
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