O fechamento do Cine Ouro: os prós e contras
Redação Online
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 08:40 | Atualizado há 6 meses
Por Garibaldi Rizzo
Ontem a minha esposa Rosi Nobre, apresentou sua peça teatral de formatura do curso de teatro do Instituto Gustavo Ritter (seu segundo curso , no mês ela formou-se no curso de teatro do Basileu França). No final da peça ocorreram vários protestos e crítica â Prefeitura de Goiânia sobre o fechamento do Teatro Goiânia, sou defensor da cultura e das artes e da literatura mas sinto´me na obrigação de falar como arquiteto e membro da equipe de gestão da Prefeitura.
O fechamento do Cine Goiânia Ouro ocorreu porque a Prefeitura de Goiânia decidiu não renovar o contrato de aluguel, alegando custos elevados (cerca de R$ 30 mil/mês) e a falta de acessibilidade do prédio, que não comporta reformas, buscando economizar e priorizar espaços culturais com melhor estrutura e acessibilidade, como os do Sesc e do Governo de Goiás, em meio a projetos de revitalização do centro. A decisão gerou críticas da classe artística, que o via como um patrimônio cultural e um espaço vital para a cultura local, com oposição ao corte de gastos.
Principais Razões da Prefeitura:
A Principal é a Falta de Acessibilidade e Prevenção de Incêndio:
O prédio não possui rampas, escadas sem sinalização e outros obstáculos, sendo inadequado para pessoas com deficiência e exigindo reformas caras, segundo a Secretaria de Cultura (Secult).
Economia: A não renovação do aluguel geraria uma economia de quase R$ 30 mil mensais.
Revitalização do Centro: A medida faz parte de um plano maior para revitalizar a área central de Goiânia.
Parcerias Alternativas: A Prefeitura firmou parcerias com SESC e Governo de Goiás para usar outros espaços culturais, que seriam gratuitos e mais acessíveis.
Críticas e Contrapontos:
Perda Cultural: Artistas e vereadores lamentaram o fechamento, considerando-o um desrespeito à memória artística e um golpe contra a cultura local. Espaço de Resistência: O Cine Goiânia Ouro era visto como um dos últimos redutos culturais do centro.
Garibaldi Rizzo é arquiteto e urbanista.