Opinião Pública

Quando o egocentrismo e a vaidade atrapalham uma gestão pública.

Redação Online

Publicado em 21 de maio de 2026 às 09:25 | Atualizado há 3 meses

Por Garibaldi Rizzo

O egocentrismo e o narcisismo atrapalham um gestor público quando a busca por admiração pessoal, o poder e a autoimagem se sobrepõem ao interesse público, ética e eficiência administrativa.

Essas características transformam a gestão em um instrumento de validação do ego, gerando decisões arriscadas, ambiente de trabalho tóxico e desperdício de recursos.

Aqui estão os principais cenários onde essas características prejudicam a gestão pública:

  1. Foco em “Obras de Vitrine” (Vaidade e Visibilidade) Priorização equivocada: Gestores narcisistas tendem a priorizar projetos grandiosos, visíveis e que geram aplausos imediatos, negligenciando demandas básicas e invisíveis (como manutenção de saneamento ou saúde preventiva).
  2. Decisões arriscadas: O senso de superioridade leva à subestimação de riscos, resultando em decisões ousadas, porém infundadas, que podem custar caro à população.
  3. Gestão Tóxica e Ambiente de Medo e Culto à personalidade: O gestor busca validação constante, privilegiando bajuladores leais em detrimento de técnicos competentes.
  4. Uso do medo e manipulação: A liderança é exercida através da intimidação, bullying, desrespeito e manipulação emocional, o que eleva o estresse, a ansiedade e o burnout dos servidores públicos.
  5. Alta rotatividade: A cultura de “nós contra eles” e a pressão exagerada causam perda de talentos técnicos essenciais para a administração.
  6. Falta de Ética e Corrupção e Instrumentalização do cargo: Narcisistas tendem a usar o cargo público, normas e o medo para obter vantagens pessoais ou garantir a manutenção do poder.
  7. Assunção de méritos: É comum que narcisistas roubem créditos por trabalhos de terceiros e transfiram a culpa por fracassos aos subordinados.
  8. Desprezo por regras: A crença de que estão acima da lei facilita a quebra de normas, fraudes e crimes do colarinho branco.
  9. Tomada de Decisão Autocrática e Falta de empatia: O gestor ignora as necessidades reais dos cidadãos e as dores da equipe, focando apenas no que lhe traz prazer e poder.
  10. Baixa escuta: Narcisistas não aceitam críticas ou opiniões divergentes, pois interpretam qualquer questionamento como uma ameaça existencial ao seu status.Consequências a longo prazo: A gestão torna-se insustentável, com prejuízos humanos, financeiros e administrativos, minando a confiança da população nas instituições.
    Este tipo de gestor tem que compreender que o poder é efêmero e passageiro. Que o poder emana do povo e não dele.Que o órgão público que ele gestiona não lhe pertence, ele pertence ao interesse público.
    E finalizando o sucesso pessoal do gestor não significa que ele terá competência par gerir recursos públicos, uma coisa não tem nada a haver com a outra.
    A história prova ao contrário.
    Arquiteto Garibaldi Rizzo
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