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OPINIÃO

O extensionista do novo milênio

O cerrado, jóia de Goiás, adorno das lavouras banhadas por águas cristalinas, fruto da labuta daqueles que perpetuam a tradição rural, com as mãos marcadas pela esperança ao som do canto da seriema.

Savana brasileira fértil, palco dos mais belos espetáculos naturais, projetando um colorido sem igual, fonte de grãos, flores e frutos com sabor peculiar que ultrapassam as fronteiras, levando para o Brasil, como as abelhas de flor em flor, a doçura do nosso Estado.

Nesta fotografia a qual estamos inseridos, cenário de constantes mudanças, a figura do extensionista na área rural requer uma perspectiva holística, propiciando ao agricultor familiar condições para alcançar melhores índices de qualidade de vida, assegurando a sua permanência no campo, no resgate e fortalecimento dos vínculos familiares embelezando de jovens a paisagem agrária.

A travessia para o terceiro milênio, não tem mais espaço para aqueles que permanecem estáticos, observando sua trajetória através da janela e resistentes às transformações. A prática da cidadania é crucial na edificação do futuro.

Arregaçar as mangas e encarar desafios é o primeiro passo da grande jornada que se apresenta diante de nós. O mundo globalizado necessita de indivíduos com pensamentos alinhados e aliados aos objetivos comuns para que possam gerar bons e saudáveis frutos.

O renascer dos valores éticos e sociais, somados à emergente necessidade de se criar novos panoramas sustentáveis, que preservem a segurança alimentar faz-se necessário o envolvimento de atores comprometidos, que recorram ao processo de mudança como estratégia para o sucesso.

A informação, mãe da sabedoria, nos proporciona a integração de redes públicas e privadas que costuram o conhecimento, possibilitando a construção de pontes que favoreçam a prosperidade do território goiano.

O perfil do extensionista na rede de inovação que hoje se aflora, depende de habilidades que alcancem os resultados planejados e que endossem uma gestão participativa e democrática da propriedade rural; estudo de mercado; atualização e difusão de abordagens tecnológicas; conhecimentos técnicos específicos, que desafiam os limites da produtividade; treinamentos que atendam a prospecção da demanda, através de práticas andragógicas, que potencializem o aprendizado; integração multiprofissional na abordagem social; instauração e avaliação de indicadores que validem o desenvolvimento local.

Por este ângulo, acredita-se que a agricultura familiar em Goiás, desafiará as fronteiras da sustentabilidade e continuará espalhando a semente do bem, lado a lado com o extensionista rural e seus parceiros, garantindo a dinâmica da vida.

(Cecília de Guadalupe Latier Gonçalves, assistente social, CRESS 1022, técnica em Desenvolvimento Rural. EMATER-GO - Unidade Local de Anápolis)

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