A digestão do mundo na ótica brasileira
Redação DM
Publicado em 14 de fevereiro de 2022 às 15:29 | Atualizado há 4 anos
A semana de 22 completa 100 anos. Considerada uma virada de chave em vários aspectos para o Brasil. A semana da Arte do Moderna, que aconteceu em 1922, nos possibilitou expresar mais sobre nós, brasileiros. É importante dizer que foi uma marco não só nós moldes artísticos, mas também no social e político. Na época, aconteciam vários protestos desejando o fim da República do Café com Leite, e muito do que foi apresentado na semana, trazia o contexto de inovações almejadas contrapondo a política atual.Mas porque o modernismo trouxe tanta repercussão? A resposta está na antropofagia cultural. Muitas influências culturais trazidas de outros países e transformadas para uma nova perspectiva por artistas brasileiros. Gênios que nos trouxeram brasileiridade na arte, expondo um novo ângulo e forçando o desafio de reflexões.O modernismo pincela fatores provocadores, irreverentes e contestações em forma de linguagem artística. Criava-se identidade nacional dentro da arte e deixava-se o conservadorismo no passado. Frisa-se, rupturas com as tradições, proporcionando liberdade temática. As poesias não eram só escritas mas também declamadas, e o intuito maior era contrapor ideias ultrapassadas. Como dizia as palavras poéticas de Manuel Bandeira “Não quero saber do lirismo que nao é libertação”. E de fato, a magia do lírico não pode ser confundida com a prisão de seguir regras que foram criadas baseadas na vida irreal. Sem dúvida, foi um momento marcante na história.E a pergunta que fica é: será que não vale a pena revisitar o passado e tentar extrair a coragem de romper pensamentos e tradições? A semana de 22 marcou o modernismo e o nascimento da nossa marca própria na arte e não devemos encarar apenas como um legado, mas sim como a oportunidade de repensarmos sobre como estamos vivendo e que a possibilidade de “modernizar” é real. É momento de refletir e sabermos que podemos adaptar situações políticas e sociais à que realidade exige. Sejamos modernos de pensamento e de atitudes. Viva a semana da arte moderna, que se trazida pra 2022, fica tão necessária quanto em 1922, e obviamente, digo em todos os aspectos e espectros que atualmente nos rodeiam.